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Dia Nacional da Vacinação: UFMG ganha protagonismo na pesquisa de imunizantes no Brasil

Centro de Tecnologia de Vacinas da universidade desenvolve imunizante contra a Covid-19 e investiga novas tecnologias para vacinas e terapias contra o câncer

Por e 
CT Vacinas da UFMG desenvolve pesquisas para ampliar a produção nacional de imunizantes
CT Vacinas da UFMG desenvolve pesquisas para ampliar a produção nacional de imunizantes • Itatiaia

O Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (CT Vacinas/UFMG) desenvolve pesquisas para produzir imunizantes contra diferentes doenças e ampliar a autonomia brasileira nessa área. Entre os projetos está a Spintec, vacina contra a Covid-19 que já passou pelas fases 1 e 2 dos testes clínicos. O centro também pesquisa imunizantes contra dengue, chikungunya, malária e doença de Chagas, além de terapias avançadas para o tratamento do câncer.

As pesquisas ganham destaque neste sábado (17), Dia Nacional da Vacinação, data que busca conscientizar a população sobre a importância da imunização. Criado há mais de 30 anos, o CT Vacinas é coordenado pelo professor Ricardo Gazzinelli e trabalha para transformar o conhecimento produzido na universidade em produtos que possam chegar à população, como vacinas e testes de diagnóstico.

“O Centro de Tecnologia de Vacinas foi criado exatamente para fazer essa transposição da universidade para os testes clínicos e, eventualmente, agregar produtos em vacinas e testes diagnósticos para, então, serem transferidos para a sociedade”, explica Gazzinelli.

A Spintec é um dos principais projetos do centro. Para Gazzinelli, o desenvolvimento de um imunizante nacional pode fortalecer a capacidade científica e tecnológica do país e ampliar a participação brasileira na área de inovação em saúde.

“Na América Latina e no Caribe, o único país que desenvolveu a própria vacina foi Cuba. Entre os Brics, o Brasil ficou de fora. Então, o que precisa é o Brasil se envolver nessa área de inovação. Eu vejo como um produto que tem um grande potencial para a saúde pública nacional, além de um legado importante para o CT Vacinas e para o Brasil, de que nós conseguimos desenvolver do começo da concepção até o registro”, afirma.

UFMG assume papel central na pesquisa de novos imunizantes • Itatiaia
UFMG assume papel central na pesquisa de novos imunizantes • Itatiaia

Pesquisas miram outras doenças

Além da vacina contra a Covid-19, o CT Vacinas mantém estudos para desenvolver imunizantes contra doenças infecciosas, como dengue, chikungunya, malária e doença de Chagas. As pesquisas buscam ampliar as possibilidades de prevenção e contribuir para o enfrentamento dessas enfermidades.

Outra frente de pesquisa envolve vacinas baseadas em RNA, tecnologia que utiliza instruções genéticas para orientar as células a produzir proteínas específicas. O trabalho começou há cerca de dois meses, segundo a pesquisadora Ana Paula Oliveira, coordenadora do setor. “A vacina de RNA é uma tecnologia nova. Todo mundo conhece o DNA e agora entra em cena o RNA. Ele funciona como um manual de instruções para a célula, no sentido de indicar quais proteínas ela deve produzir”, explica.

Os projetos incluem vacinas contra doenças infecciosas e terapias avançadas para o câncer, como o desenvolvimento de células CAR-T. O grupo também trabalha na síntese e no desenvolvimento de nanopartículas lipídicas, utilizadas em determinadas tecnologias para transportar material genético.

CT Vacinas da UFMG desenvolve vacina contra Covid-19 e estuda tecnologia de RNA • Itatiaia
CT Vacinas da UFMG desenvolve vacina contra Covid-19 e estuda tecnologia de RNA • Itatiaia

Imunização no Brasil

Criado em 1973, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) organiza a oferta gratuita de vacinas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa busca ampliar a proteção da população contra diversas doenças por meio da vacinação.

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Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.

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Rosiane Cunha integra desde 2024 a produção de jornalismo da Itatiaia. Com mais de 20 anos de experiência, teve passagens pela Rede Minas, TV Alterosa, Band, Globo, Hoje em Dia e Record. É formada em Jornalismo pela Newton Paiva e também graduada em Letras.

 

 

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