Dor de cabeça: médico explica quando deixa de ser normal e sinais de alerta
Neurologista detalha quais são as causas da cefaleia e alerta que abuso de analgésicos pode piorar o problema

A cefaleia, conhecida popularmente como dor de cabeça, é a queixa mais comum em consultas médicas. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia, 140 milhões de brasileiros sofrem com o problema.
"É raro encontrar alguém que nunca tenha tido nenhuma dor de cabeça”, aponta o neurologista Henrique Freitas, coordenador do Serviço de Neurologia do Mater Dei, em participação no programa Acir Antão desta terça-feira (16).
O especialista explica que há dois tipos de cefaleia: “as primárias, onde a pessoa tem uma tendência genética natural (como a enxaqueca), e as secundárias, que são provocadas por outros problemas, como AVC, aneurisma, tumor ou trombose”.
Na enxaqueca, o médico afirma que a maioria dos gatilhos são alimentares. “É muito comum que o paciente sinta enjoo e vômito, o que faz as pessoas acharem que o problema é no fígado, mas na verdade esses já são sintomas da própria enxaqueca. O álcool também é um gatilho frequente, tanto pelo efeito tóxico quanto pela ressaca”, diz.
O estresse e a ansiedade são gatilhos comuns para o problema e para a dor tensional. “A dor tensional é aquela em peso ou aperto que surge no final da tarde, não é incapacitante como a enxaqueca, mas vai "minando" a paciência ao longo dos dias”.
O médico destaca que o uso frequente de analgésicos pode piorar o quadro. “Existe a dor crônica pelo abuso de analgésicos. Se a pessoa usa remédios como dipirona, paracetamol ou ibuprofeno mais de três dias na semana de forma crônica, o cérebro desenvolve uma dependência. Quando o efeito passa, a dor volta”.
A dor de cabeça pode indicar a necessidade de buscar ajuda de um neurologista nos casos a seguir:
- Dores novas em quem nunca teve;
- Dores que começam após os 50 anos;
- Dor precedida por trauma;
- Dor acompanhada de febre, tontura ou alterações neurológicas;
- Quando a dor impacta a qualidade de vida (mais de 4 vezes por mês ou perda de dias de trabalho).
Assista a entrevista completa
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



