Dia Nacional do Teste do Pezinho reforça a importância do exame em recém-nascidos
O Teste do Pezinho é obrigatório e é um direito assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

Em 6 de junho é comemorado o Dia Nacional do Teste do Pezinho, nome com o qual a triagem neonatal biológica ficou conhecida. Conforme o Ministério da Saúde, a partir desse exame é possível detectar uma série de doenças genéticas e metabólicas que podem comprometer o desenvolvimento e a qualidade de vida dos recém-nascidos. O Teste do Pezinho é obrigatório e é um direito assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Como funciona o Teste do Pezinho?
De acordo com o Ministério da Saúde, o exame começa com a coleta do sangue do calcanhar do bebê em papel-filtro, etapa que dá nome ao teste. “É importante entender que a coleta é só o começo dessa triagem. Os exames realizados após a coleta são capazes de suspeitar qual recém-nascido pode ter uma das doenças triadas e a partir de então iniciar o tratamento o mais rápido possível”, informa a pasta.
A coleta para o exame deve ocorrer, preferencialmente, a partir de 48 horas do parto até o quinto dia de vida do bebê. O teste pode ser feito gratuitamente pela rede pública de saúde. Na maioria dos estados, a coleta ocorre nas unidades da Atenção Primária em Saúde, mas em alguns estados também é realizada em maternidades, casas de parto, comunidades indígenas e quilombolas, entre outros locais.
O Teste do Pezinho tem como objetivo a prevenção de “alterações no desenvolvimento físico e mental do recém-nascido para evitar deficiência mental, além de outros agravos à saúde do bebê e óbito precoce”, segundo o Ministério da Saúde. Caso o resultado aponte para a presença de alguma das doenças detectáveis, a família é acionada pelo Serviço de Referência em Triagem Neonatal para a realização de novos exames.
Quais doenças estão na triagem do Teste do Pezinho?
- Fenilcetonúria;
- Hipotireoidismo Congênito;
- Fibrose Cística;
- Anemia Falciforme e demais Hemoglobinopatias;
- Hiperplasia Adrenal Congênita;
- Deficiência de Biotinidase;
- Toxoplasmose Congênita.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.



