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Dia Nacional da Diabetes: especialista explica sintomas, tipos e tratamento

Número de adultos com diabetes no Brasil aumentou 135% entre 2006 e 2024, segundo dados do Vigitel 2025

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Diabetes, obesidade, câncer e outras doenças crônicas serão prioridade da coordenação
Combate à obesidade está entre as formas de prevenir a diabetes • Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Dia Nacional da Diabetes é comemorado nesta sexta-feira (26). Trata-se de uma doença metabólica crônica, caracterizada pela produção insuficiente ou pela má absorção da insulina, o hormônio responsável por controlar os níveis de glicose no sangue.

O número de adultos com diabetes no Brasil aumentou 135% entre 2006 e 2024, segundo dados do Vigitel 2025. Além disso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com a doença passou de 200 milhões, em 1990, para 830 milhões em 2022.

"Grande parte desse aumento está relacionada ao sedentarismo, ao excesso de peso e aos hábitos alimentares inadequados. O diabetes tipo 2, que representa a maioria dos casos, tem forte relação com esses fatores", afirma o endocrinologista da Hapvida, Rodrigo Magalhães.

Tipos de diabetes

Há três formas de diabetes: os tipos 1 e 2 e o gestacional. O especialista explica as diferenças.

“O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Ele ocorre principalmente em crianças e adolescentes e, atualmente, exige o uso diário da insulina”, diz o médico. O tipo 2 caracteriza-se pela produção insuficiente de hormônio ou resistência a ele. “Esse tipo está associado à obesidade, ao sedentarismo, à alimentação rica em carboidratos e também a fatores genéticos”, destaca.

A diabetes gestacional surge durante a gravidez e é atribuída às alterações hormonais características desse período. "Na maioria das vezes, o quadro desaparece após o parto, mas aumenta a chance de a mulher desenvolver diabetes tipo 2 futuramente", diz.

Sinais, como prevenir e tratar

A princípio, a doença pode ser silenciosa. Quando há sintomas, os principais são sede excessiva, fome intensa, aumento da frequência urinária, visão embaçada, perda de peso sem explicação, formigamento nas mãos e nos pés e manchas escuras em regiões como pescoço, axilas e virilhas.

Para prevenir, é necessário adotar hábitos saudáveis. "O controle da alimentação, com menor consumo de doces, bolos, pães e outros alimentos ricos em carboidratos, aliado à prática regular de atividade física e a um sono de qualidade, ajuda a reduzir o risco da doença", explica o médico. A OMS também recomenda a manutenção do peso adequado e a interrupção do uso do tabaco como medidas para reduzir os riscos.

O tratamento é feito por meio de medicamentos orais e injetáveis. Atualmente, as principais são as canetas emagrecedoras. "Hoje contamos com medicamentos mais modernos, como os análogos do GLP-1 para o diabetes tipo 2, além das novas insulinas de aplicação semanal, que podem beneficiar pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2", afirma o especialista.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.