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Dia do Médico: conheça a rotina de quem cuida de pacientes em UTIs aéreas

Dia do Médico é celebrado neste domingo (18); conheça a história de Silmara Magalhães de Carvalho, médica em UTIs aéreas há 10 anos e especialista em anestesiologia

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Médica atende paciente em UTI aerea
Leo Fontes

O Dia do Médico, celebrado neste domingo (18), destaca profissionais que estendem o cuidado para além dos hospitais. Há 10 anos, a médica Silmara Magalhães de Carvalho atua em UTIs aéreas, realizando o transporte de pacientes graves para unidades com a estrutura adequada.

Especialista em anestesiologia e medicina aeroespacial, Silmara trabalha na Unimed Aeromédica. Durante os voos, a aeronave funciona como uma unidade de terapia intensiva adaptada às condições do ambiente aéreo. “A missão exige avaliar o quadro clínico, identificar riscos, preparar equipamentos e medicamentos, alinhar condutas com os profissionais envolvidos e considerar as particularidades de um ambiente no qual espaço, recursos e possibilidades de intervenção são diferentes daqueles disponíveis em um hospital”, explica.

O trabalho começa antes da decolagem com a avaliação do estado clínico do paciente e a checagem rigorosa de equipamentos, oxigênio e materiais de emergência. A equipe também analisa a logística, incluindo distância, condições meteorológicas e a estrutura dos hospitais envolvidos.

“A antecipação é uma das competências centrais da medicina aeromédica. Precisamos estar preparados não apenas para a condição apresentada pelo paciente no momento da partida, mas também para possíveis mudanças durante o transporte”, afirma Silmara.

Durante o voo, a atenção é ininterrupta. A médica monitora os sinais vitais e a resposta do paciente, identificando rapidamente qualquer alteração. O sucesso da operação depende da integração entre médicos, enfermeiros, pilotos e as equipes nos hospitais de origem e destino.

A responsabilidade segue após o pouso, com a transferência estruturada das informações clínicas à equipe receptora. O registro e a análise de intercorrências são fundamentais para o aprimoramento contínuo do serviço.

Além da complexidade técnica, o transporte exige atenção à comunicação e à dignidade do paciente. “Explicar as etapas do transporte, alinhar expectativas e preservar a continuidade das informações clínicas são atitudes que contribuem para uma assistência mais organizada e humanizada”, destaca o propósito do serviço. Na medicina aeromédica, levar o paciente a outro hospital é apenas parte da missão: o cuidado precisa acompanhá-lo durante todo o trajeto.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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