Itatiaia

Ultrassom microfocado: veja como funciona o tratamento para estimular colágeno

Ultrassom microfocado de alta intensidade é indicado para tratar a flacidez e melhorar a firmeza da pele; segundo dermatologista, uma sessão pode trazer resultados

Por
Dermatologista realiza procedimento de ultrassom microfocado em paciente
Eduarda Barakat

Estimular a produção de colágeno é uma estratégia eficaz para melhorar a firmeza e a qualidade da pele. Entre as tecnologias disponíveis, o ultrassom microfocado de alta intensidade (HIFU) destaca-se no tratamento da flacidez e no rejuvenescimento facial e corporal. Segundo a dermatologista Anne Correia Lamana, chefe do Núcleo de Dermatologia da Clínica Alvorar (BH), o procedimento pode apresentar resultados já na primeira sessão.

“Essas tecnologias atuam na estrutura da pele, e não apenas na aparência imediata. Ao estimular a renovação do colágeno, ocorre uma melhora progressiva da firmeza, textura e da qualidade da pele”, explica a médica. A produção dessa proteína começa a diminuir por volta dos 30 anos, o que contribui para as mudanças na aparência e na sustentação da pele.

O ultrassom microfocado atua em profundidades específicas da pele. “A energia é concentrada em profundidades específicas, gerando pontos térmicos controlados que promovem contração das fibras de colágeno existentes e estímulo à formação de novo colágeno, resultando em maior firmeza, sustentação e efeito lifting progressivo”, afirma Anne.

A médica também destaca características dos equipamentos utilizados no procedimento. Após testar diferentes marcas durante um ano, ela observou melhores resultados com aparelhos que oferecem ponteiras variadas e cartuchos curvos, como o Lincurve PRO. “A curvatura permite acompanhar melhor a anatomia facial, favorecendo contato, precisão e uniformidade na entrega da energia, especialmente em regiões como mandíbula, papada, pescoço e testa”, relata.

Para quem o procedimento é indicado?

De acordo com Anne, o tratamento é indicado para casos de flacidez leve a moderada, perda de contorno facial e flacidez no pescoço, auxiliando na melhora geral da qualidade da pele.

Os resultados acompanham o processo de remodelação do colágeno e variam conforme as características de cada paciente. “Na maioria dos protocolos de ultrassom microfocado, uma sessão bem indicada já pode proporcionar melhora, e a necessidade de novas sessões deve ser individualizada conforme grau de flacidez, idade, área tratada e resposta clínica”, explica a dermatologista.

O valor varia conforme a região tratada e a quantidade de disparos, situando-se entre R$ 600 e R$ 4 mil. Os efeitos tornam-se mais evidentes ao longo das semanas, à medida que a remodelação do colágeno ocorre.

Por

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

Belo Horizonte