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Compressa quente ou fria? Médico explica qual usar para aliviar dor lombar

Profissional diz quando procurar ajuda médica em casos de dor lombar

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Dor lombar
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Em caso de dor lombar aguda, recorrer a compressas pode ser uma boa opção. Alguns pacientes, no entanto, ficam em dúvida entre usar compressa quente ou fria.

O médico ortopedista e especialista em coluna vertebral Daniel Oliveira esclarece qual é a melhor opção. “A escolha depende do tipo de dor, da causa provável e da resposta individual de cada paciente”, diz o profissional.

"De forma geral, quando a dor surge após uma pancada, queda, esforço súbito ou sensação de lesão muscular recente, o gelo pode ser útil nas primeiras horas, pois ajuda a reduzir a dor, o edema e a resposta inflamatória local. Nesses casos, a compressa fria deve ser aplicada por cerca de 15 a 20 minutos, de três a quatro vezes ao dia, sempre com proteção entre o gelo e a pele para evitar queimaduras", orienta.

No caso das lombalgias agudas, a contratura, rigidez, travamento ou tensão muscular, a mais indicada é a compressa morna. “O calor ajuda no relaxamento da musculatura, melhora a circulação local e pode reduzir a sensação de espasmo e limitação de movimento”.

“Na prática, não existe uma regra única. Se o paciente melhora com gelo, pode usar gelo. Se melhora com calor, pode usar calor. O mais importante é evitar extremos de temperatura e observar a resposta do corpo”, conclui o Dr. Daniel Oliveira.

Quando procurar ajuda médica

O médico alerta que a dor lombar pode ser grave. “As compressas podem ajudar no alívio dos sintomas, mas não substituem o diagnóstico correto nem uma orientação individualizada”.

“Quando há irradiação para as pernas, formigamento, perda de força, alteração para urinar ou evacuar, febre, trauma importante ou dor intensa e persistente, é necessário procurar avaliação médica”, recomenda o profissional.

Nesses casos, ele diz que “o repouso absoluto prolongado não é recomendado na maioria dos casos de lombalgia aguda”. Isso porque movimentos leves e progressivos, respeitando o limite da dor, favorecem uma recuperação mais rápida.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.