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Como controlar as espinhas? Saiba porque leite e açúcar podem ser parte do problema

Dermatologista Rodrigo Maia explica como a acne se forma e quais hábitos podem piorar a condição

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As características químicas dos sorvetes produzidos por pesquisadores  confirmaram a possibilidade do uso dos óleos de tilápia e salmão
Para dermatologista, a junção de leite com açucar pode influenciar o surgimento de espinhas • Divulgação UFLA

A espinha, considerada um terror para muitos jovens, pode ser combatida com melhorias na alimentação. É o que afirma o dermatologista Rodrigo Maia em entrevista ao programa Chamada Geral.

Segundo o especialista, antes de buscar tomar algum medicamento ou usar algum produto específico, a pessoa que tem problema com acne deve analisar a própria alimentação e, se necessário, se reeducar.

“Não tem nada pior para a pele do que leite com açúcar. [..] É uma combinação altamente inflamatória. A proteína do leite estimula a glândula sebácea, que causa uma inflamação e o açúcar por si só também já é um grande vilão, muda os hormônios e atrapalha a dinâmica ideal do corpo ”, afirma o especialista.

Para as pessoas que sofrem com acne constante, Maia é claro: cortar alimentos como leite, chocolate e sorvete é a melhor opção.

Naturalidade no trato da pele

Rodrigo Maia também explica que usar muitos cremes no rosto pode deixar a pele mais oleosa e influenciar no surgimento de mais espinhas. O especialista ressalta que o uso pode atrapalhar mais que ajudar. “Essa indústria do skincare quer criar demanda para tudo. Quer te obrigar a passar dez camadas de coisa no rosto e não tem necessidade”, afirma.

O dermatologista alerta que passar muitos cremes no rosto pode fechar os poros, o que ajuda na formação das acnes.

Limpeza em excesso

Outro ponto de atenção, segundo o especialista, é lavar o rosto muitas vezes ao dia. A prática, segundo Rodrigo Maia, pode aumentar a oleosidade do rosto.

O especialista defende que o tratamento da pele deve ser o mais natural possível.

*Sob supervisão de Marina Borges

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo