Cólera no Brasil: Doutor Bactéria explica como doença pode causar morte
Prevenção da doença passa pela higienização adequada dos alimentos, consumo de água tratada, higienização das mãos e preparo correto dos alimentos
O Brasil registrou, no último domingo, o primeiro caso de cólera autóctone dos últimos 18 anos. Um homem de 60 anos, morador do município de Salvador, na Bahia, morreu e teve diagnóstico confirmado para a doença.
Registrada pela última vez em 2005 no Brasil, a cólera pode ser fatal, principalmente quando o enfermo não recebe o tratamento adequado a tempo. “Se não for tratada, o índice de mortalidade pula para 93%. A pessoa pode chegar a perder de 25 a 40 litros de água por dia”, afirma o doutor Roberto Martins Figueiredo, biomédico e conhecido como Dr. Bactéria.
Desidratação é causa de morte
A cólera é uma doença infecciosa do intestino delgado, ocasionada por uma bactéria, chamada de vibrião colérico.
A quantidade de água perdida é de um a dois litros por hora.
Hidratação e saneamento
Ainda de acordo com o Dr. Bactéria, se tratada, a mortalidade da doença cai para entre 1 e 2%. “Qual é o tratamento? Hidratação! A pessoa quando está com cólera e acessos de cólera, ela tem que ficar deitada em uma maca tomando soro nos dois braços”, informa o biomédico.
Além disso, a cólera é uma doença que surge em cenários de falta de saneamento. “O Brasil não está muito bem de saneamento. Temos 210 milhões de pessoas no país e sabe quantas não têm esgoto? 100 milhões. Metade da população do Brasil joga o esgoto na rua”, conclui Roberto.
Dessa forma, além da cobrança aos órgãos componentes, ao município, estado e à União, por investimentos na área de saneamento básico, a higiene pessoal e a informação são importantes para prevenção da doença.
Além disso, o doutor Roberto tem uma dica importante e simples. “Você sabia que os postos de saúde dão frasquinhos com hipoclorito de sódio de graça? E a população não pega”. O hipoclorito de sódio, ou água sanitária, é fundamental para limpeza e purificação da água e alimentos para consumo humano.
Assim, a melhor forma de prevenção da doença passa pela higienização adequada dos alimentos, consumo de água tratada, higienização das mãos e preparo correto dos alimentos.
Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.
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