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Cardiopatias congênitas: 30 mil bebês por ano sofrem com má formação no coração

Em 40% das ocorrências, os bebês precisam passar por cirurgia ainda no primeiro ano de vida, segundo informações do Ministério da Saúde

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Médico • Marcelo Camargo | Agência Brasil

Cerca de 30 mil bebês por ano apresentam alguma cardiopatia congênita, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Ainda conforme dados da pasta, em cada mil crianças que nascem no Brasil, dez apresentam alguma cardiopatia congênita. A condição é uma má formação no coração, que ocorre durante o desenvolvimento na gestação.

Em 40% dos casos, os bebês que apresentam a condição precisam passar por uma cirurgia ainda no primeiro ano de vida. Más formações como essa são a terceira maior causa de morte neonatal no Brasil.

Cuidadores precisam ficar atentos diante de sinais como cianose, que se identifica pela coloração azulada nos lábios, mãos ou pés. Além de sudorese intensa mesmo em repouso, palidez durante o choro, respiração acelerada, cansaço e dificuldade para ganhar peso.

A condição é atendida gratuitamente pela organização Pró Criança Cardíaca. A diretora médica da organização, Isabela Rangel, afirmou à Agência Brasil que muitas mortes associadas à doença podem ser evitadas se a condição for diagnosticada sem atraso.

"Após o nascimento, a gente tem um teste de triagem, que é o teste do coraçãozinho. É um exame simples de oximetria feito nas maternidades, ou por pediatras, que pode identificar essas cardiopatias congênitas mais complexas e evitar que possa evoluir de forma desfavorável. A gravidade pode variar de acordo com a patologia: pode ser leve, onde o paciente não vai apresentar sintomas imediatos, até quadros mais severos, com risco iminente à vida, necessitando de abordagem logo nos primeiros dias", informou Isabela Rangel.

Ainda segundo a médica, essas más-formações podem ter causa genética, mas também ambiental, como a infecção por algumas doenças, o uso de determinados entorpecentes ou medicamentos contraindicados durante a gestação.

O risco é ainda maior em fetos de gestantes com idade mais avançada e diabetes não controlada. Além disso, a Síndrome de Down também tem grande associação com a cardiopatia congênita.

Com isso, a médica enfatiza a importância de examinar com mais atenção o desenvolvimento do coração do feto e realizar, por exemplo,o exame de ultrassonografia que avalia o coração do bebê ainda dentro da barriga e o ecocardiograma fetal.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo