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Anvisa analisa 16 novos medicamentos com semaglutida após aprovação do Ozivy

Ao todo, foram 18 pedidos, incluindo o Ozivy e outro medicamento que foi barrado

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Semaglutida injetável
Medicamentos são ofertados em forma de caneta injetável • Pexels

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu, ao todo, 18 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida, princípio ativo de remédios como Ozempic e Wegovy. Os medicamentos servem para tratar diabetes, obesidade e sobrepeso.

Entre os 18 pedidos, um foi reprovado em abril deste ano. Trata-se do remédio Embeltah, produzido pela farmacêutica Dr. Reddy’s.

O único aprovado até o momento foi o da caneta emagrecedora Ozivy, da EMS. A opção, que contém semaglutida sintética, já está disponível nas farmácias com preços a partir de R$ 452.

Outros 16 pedidos seguem em avaliação, sendo que seis estão sob análise e 10 seguem na fila. A solicitação mais recente foi submetida em abril. Segundo a agência, os medicamentos contêm semaglutida sintética ou biossimilares.

Diferença entre medicamento biológico, sintético e genérico

O Ozempic e as outras canetas emagrecedoras com semaglutida disponíveis no Brasil trazem a substância biológica. Nesse caso, o remédio contém moléculas complexas obtidas a partir de fluidos, tecidos de origem animal ou por procedimentos biotecnológicos, mediante manipulação, inserção de outro material genético (DNA recombinante) ou alteração dos genes.

Já os análogos sintéticos, como o Ozivy, são produzidos por síntese química. O processo resulta em moléculas menores e mais estáveis, que podem ser reproduzidas de forma idêntica.

O genérico é feito depois que a patente de uma substância expira e deve apresentar o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma de administração, além de demonstrar bioequivalência, ou seja, comporta-se no organismo da mesma forma que o medicamento de referência. O rótulo e as outras substâncias, além do princípio ativo, podem ser diferentes.

Ozivy

A caneta emagrecedora brasileira produzida pela EMS começou a ser vendida no Brasil neste mês. O preço inicial de R$ 452 é atribuído à unidade, com dosagens de 0,25 mg a 0,5 mg.

Comprando pelo plano de tratamento para os primeiros três meses, o preço médio da dose fica mais baixo. O pacote para 90 dias de tratamento custa R$ 863,23. Nesse caso, o valor médio da dose é de R$ 287. No quarto mês, a caneta custa R$ 498.

A EMS também propôs um pacote com duas canetas de 1 mg por R$ 896. A opção ainda não tem data para chegar às prateleiras das farmácias.

Os pacientes em tratamento também devem adotar dieta e treino. Para comprar o remédio, é necessária receita médica.

O medicamento é administrado por injeção, assim como o Ozempic, em caneta para administração semanal. É necessário armazenar o remédio na geladeira antes e depois de iniciado o tratamento, em temperaturas de 2 °C a 8 °C.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.