Belo Horizonte
Itatiaia

SUS realiza 1ª telecirurgia robótica de longa distância com conexão entre RO e SP

Paciente estava internado em Porto Velho, no estado de Rondônia, e foi operado por profissionais de Barretos, em São Paulo

Por
Primeira telecirurgia oncológica robótica de longa distância feita pelo SUS
Cirurgia foi feita em um paciente com neoplasia maligna do reto • Erasmo Salomão/MS

A primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi realizada nesta terça-feira (30). O procedimento conectou equipes médicas do Hospital do Amor Amazônia, em Porto Velho, no estado de Rondônia, e do Hospital de Amor, em Barretos, São Paulo.

A cirurgia foi feita em um paciente com neoplasia maligna do reto, em Porto Velho. A equipe que acompanhava o procedimento presencialmente ficou responsável por posicionar os braços robóticos e fornecer assistência no centro cirúrgico.

Já a equipe médica de Barretos foi quem operou os braços robóticos, quando necessário, e monitorou o procedimento em tempo real.

“Estamos construindo uma revolução tecnológica no SUS, que combina conectividade, formação de profissionais e financiamento permanente para ampliar o acesso à cirurgia robótica. Estamos levando o que há de mais moderno para pacientes que vivem longe dos grandes centros, para que não precisem fazer cirurgia longe de casa e possam se recuperar perto da família. Ao mesmo tempo, vamos formar e aprimorar profissionais de várias regiões, multiplicar essa tecnologia e permitir que mais hospitais realizem cirurgias à distância”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Para garantir a segurança do processo, foram disponibilizadas duas conexões de fibra óptica, redundância em 5G e uma rede dedicada por VPN. Antes da cirurgia, as equipes passaram por treinamentos e simulações para testar protocolos de resposta, possíveis atrasos e situações de contingência.

A primeira cirurgia robótica a ser incorporada ao SUS é a prostatectomia radical assistida por robô. A oferta será implantada de forma gradual, regionalizada e com base em critérios técnicos, priorizando hospitais habilitados em oncologia, com alto volume cirúrgico e capacidade operacional. A estimativa é beneficiar cerca de 5 mil pacientes.

Por

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.