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Canetas emagrecedoras podem ajudar a reduzir risco de câncer de mama, diz oncologista

Obesidade é um dos fatores de risco para o câncer de mama; medicamentos para controle do peso não são usados como tratamento oncológico e não substituem cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou terapia hormonal

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Laço rosa simbolizando a campanha Outubro Rosa
Idade é o principal fator de risco para o câncer de mama feminino • InaPlavans/ Magnific

As canetas emagrecedoras podem ser aliadas na prevenção do câncer de mama. Isso porque a obesidade é fator de risco para a doença, tanto no surgimento quanto no pós-diagnóstico.

"A obesidade é um fator de risco importante para o câncer de mama. Quando falamos em cuidar do peso, estamos falando em reduzir um risco que existe e que pode ser modificado. Por isso, qualquer ferramenta segura que ajude a mulher a alcançar e manter um peso saudável merece ser avaliada com atenção", afirma a oncologista clínica Graziella Piló, do Mater Dei Santo Agostinho e Nova Lima.

Os medicamentos não são usados como tratamento oncológico e não substituem cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou terapia hormonal. Sua função é ajudar no controle de um dos fatores de risco para o câncer de mama.

“As canetas surgem como uma aliada promissora, mas o melhor resultado vem quando o uso é individualizado e acompanhado por uma equipe: oncologista, endocrinologista, nutricionista e, sempre que possível, uma abordagem multidisciplinar com atividade física e apoio psicológico. É esse conjunto que traz segurança e resultado para a paciente", completa a médica.

Outubro Rosa

O Outubro Rosa é uma campanha internacional voltada à conscientização sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 78.610 novos casos da doença serão registrados por ano no triênio 2026-2028, um risco de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres.

Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de mama é a multiplicação desordenada de células anormais nas mamas, resultando em um tumor maligno que pode invadir outros tecidos e órgãos. Trata-se do tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil. A doença também pode afetar homens.

Os principais sinais incluem o aparecimento de nódulos, alterações na pele da mama (como a aparência de "casca de laranja"), e secreções no mamilo. A idade é o principal fator de risco para o câncer de mama feminino. As taxas de incidência aumentam a partir dos 40 anos, e, no Brasil, a média de idade para o diagnóstico é de 54 anos.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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