Câncer de próstata não atinge apenas idosos, alerta especialista
Urologista detalha tratamentos e reforça importância da prevenção no Novembro Azul

O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. No Brasil, a estimativa para este ano é de mais de 75 mil novos casos e mais de 17 mil mortes, o que significa que um homem morre da doença a cada 30 ou 40 minutos.
Durante a campanha Novembro Azul, o urologista Maurício Cordeiro esclarece que o câncer de próstata não acomete apenas homens idosos e reforça a importância do diagnóstico precoce.
Veja os mitos do câncer de próstata
O câncer de próstata não atinge somente homens idosos. Apesar de ser mais comum nessa faixa etária, o risco já começa a aumentar a partir dos 50 anos. Por isso, homens nessa idade precisam ficar atentos e fazer o acompanhamento adequado.
Outro mito é acreditar que apenas o exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) é suficiente para identificar a doença. Ele é, de fato, um exame importante,mas não é o único. Segundo Cordeiro, já houve “casos significativos da doença em pacientes com PSA normal, através da realização do exame de toque”, afirmou o especialista ao Jornal da USP. Por isso, os dois exames devem ser feitos, já que um não substitui o outro.
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Sobre o tratamento, o especialista explica que podem existir riscos de complicações, especialmente quando há necessidade de remover totalmente a próstata, procedimento chamado de prostatectomia radical. A radioterapia, outra forma de tratamento, também pode gerar efeitos adversos.
“Na prostatectomia radical, a complicação mais temida é a incontinência urinária, que são as perdas involuntárias da urina.” Cordeiro destaca que esse risco diminuiu com o avanço das tecnologias, como a cirurgia robótica, mas ainda pode ocorrer. “Outra complicação temida é o risco de disfunção erétil, de impotência no pós-operatório, o que depende muito da gravidade da doença”, afirma. Para esses casos, hoje já existem alternativas de tratamento, como a prótese peniana.
Nós conseguimos fazer essa cirurgia através de pequenas incisões e o robô dá uma magnificação muito grande através da câmera utilizada nesse tipo de cirurgia. Nós temos ali uma visualização de todas as estruturas, tanto da próstata quanto dos nervos ao redor da próstata em três dimensões, os movimentos do robô são totalmente articulados, então nós conseguimos fazer dissecções mais precisas.
Izabella Gomes se graduou em Jornalismo na PUC Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias de Educação e Saúde.



