Infarto e estresse: risco cresce entre mulheres no ambiente de trabalho
Doenças cardiovasculares são responsáveis por 30% das mortes no Brasil, segundo Ministério da Saúde

As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Entre as mulheres, o risco é ainda maior, assim como a incidência de casos.
No meio corporativo, o tema ainda não é amplamente discutido. Segundo Rodrigo Araújo, CEO da Global Work e especialista em saúde ocupacional, "a maioria das empresas só percebe o impacto quando o colaborador já está afastado ou quando ocorre um evento grave. No caso das doenças cardiovasculares, isso pode significar perda de vidas que poderiam ser evitadas com acompanhamento contínuo", afirma.
Entre os fatores de risco para doenças cardiovasculares, estão a hipertensão, o sedentarismo, a alimentação inadequada e, principalmente, o estresse prolongado. Nas empresas, esses problemas tendem a se agravar com o acúmulo de funções e longas jornadas de trabalho.
As mulheres necessitam de atenção especial em relação ao problema, já que tendem a desempenhar a dupla jornada, conciliando o trabalho com afazeres domésticos. "A mulher muitas vezes prioriza tudo antes da própria saúde. Isso faz com que o diagnóstico chegue tarde e com consequências mais graves", afirma Rodrigo Araújo.
Além do infarto, o problema mais grave, as doenças cardiovasculares podem causar perda de produtividade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). "Não se trata apenas de campanhas isoladas, mas de criar uma cultura de cuidado contínuo. Isso envolve monitoramento de indicadores, acesso a exames e programas estruturados de bem-estar", afirma.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



