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Câncer de próstata: cirurgia robótica pode reduzir sequelas pós-operatórias

Urologista destaca que procedimento está associado a menores chances de incontinência urinária e impotência sexual após a cirurgia

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Equipamento de cirurgia robótica
Equipamento de cirurgia robótica • Divulgação

Os cânceres urológicos podem ser tratados por meio de cirurgia robótica. A doença engloba tumores que afetam o trato urinário em ambos os sexos e o sistema reprodutor masculino.

O urologista Guilherme Canabrava explica o que é esse procedimento. “É uma tecnologia adaptada há anos que amplifica a imagem, traz precisão de movimento e filtra tremores. Por meio de pequenas incisões, conseguimos acessar locais difíceis dentro do corpo. Costumo usar a analogia de um carro de Fórmula 1: o robô é a melhor tecnologia disponível, mas ainda precisa de um piloto experiente para manejá-lo”, afirma o especialista em participação no programa Acir Antão, da Itatiaia, nesta sexta-feira (19).

Alguns pacientes têm medo de apresentar incontinência urinária e impotência sexual após a cirurgia de retirada de tumor na próstata. A cirurgia robótica pode ser uma solução.

“Estudos indicam que as taxas de incontinência e impotência tendem a ser melhores com a cirurgia robótica. Ela oferece menor sangramento, incisões menores e uma recuperação mais rápida. A volta da potência sexual depende de fatores como a idade do paciente, sua potência antes da operação e a experiência do cirurgião na preservação dos nervos”, explica o médico.

Uma das principais vantagens do procedimento é o tempo de recuperação menor em relação às cirurgias convencionais. “No último ano, realizei quase 160 cirurgias de câncer de próstata e apenas um paciente ficou mais de 24 horas no hospital; todos os outros tiveram alta em menos de um dia. O retorno às atividades é muito mais precoce do que na cirurgia convencional”.

O urologista lista as doenças que podem ser tratadas com a cirurgia robótica: “Praticamente todos os cânceres abdominais - rim, bexiga (incluindo a retirada total e reconstrução), ureteral, próstata e adrenal. Também realizamos cirurgias para casos de próstata muito grandes que causam divertículos na bexiga e infecções de repetição”

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.