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Câncer de mama: inteligência artificial é capaz de rastrear o aumento do risco da doença por exame de sangue

Estudo foi publicado na revista Scientific Reports e conduzido pela Huna, uma startup brasileira de inteligência artificial, em parceria com o Grupo Fleury, com a participação de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

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O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente na mulher brasileira, com alta letalidade
O câncer de mama é um dos mais comuns no Brasil, com a previsão de mais de 73 mil novos casos só em 2024 • Gustavo Urpia/Secom

Pesquisadores brasileiros concluíram que a inteligência artificial é capaz de rastrear o aumento do risco de câncer de mama por meio da análise de um exame de sangue. O estudo foi publicado na revista Scientific Reports e conduzido pela Huna, uma startup brasileira de inteligência artificial, em parceria com o Grupo Fleury, com a participação de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os pesquisadores utilizaram uma inteligência artificial para analisar dados de hemogramas, realizados nos últimos 20 anos, de quase 400 mil mulheres, entre 40 e 70 anos, de oito estados brasileiros. Os hemogramas foram rotulados com base em resultados de biópsias e exames de imagem da mama, como mamografia ou ultrassonografia mamária.

“Com esta descoberta torna-se possível priorizar mulheres com maior risco de câncer de mama, otimizando a fila para a mamografia, exame crucial para o diagnóstico precoce e que quase 60% das mulheres brasileiras atualmente não têm acesso”, ressalta Daniella Castro Araújo, cofundadora da Huna, startup responsável pelo desenvolvimento da inteligência artificial.

Além de contribuir para o diagnóstico precoce do câncer de mama, a tecnologia ainda prevê gerar economias para o sistema de saúde. “Essa abordagem é promissora porque não implica custos adicionais para o setor. Em vez disso, baseia-se na otimização do uso de exames já realizados rotineiramente, resultando em uma relação custo-efetividade favorável para o sistema de saúde como um todo”, afirma o Dr. Bruno Aragão Rocha, coordenador médico de Inovação do Grupo Fleury, detentor do Laboratório Hermes Pardini.

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Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.