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Brasil registra alta de SRAG em crianças menores de dois anos, aponta Fiocruz

Avanço do vírus sincicial respiratório preocupa especialistas; Influenza A lidera mortes entre idosos

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País registrou aumento de SRAG em crianças
País registrou aumento de SRAG em crianças • Reprodução

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças menores de dois anos seguem em alta no Brasil, impulsionados principalmente pelo avanço das infecções causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), segundo o Boletim InfoGripe divulgado nesta quinta-feira (14) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O VSR é o principal responsável pela bronquiolite, inflamação que afeta as pequenas vias aéreas dos pulmões e atinge sobretudo bebês e crianças pequenas. De acordo com a Fiocruz, as demais faixas etárias apresentam cenário de estabilidade em relação aos casos de SRAG.

Nas últimas quatro semanas, o VSR respondeu por 41,5% dos casos de SRAG com confirmação laboratorial para vírus respiratórios. Na sequência aparecem Influenza A, com 27,2%, e rinovírus, com 25,5%.

O boletim também aponta crescimento contínuo dos casos de Influenza A nos três estados da Região Sul, além de Roraima e Tocantins, no Norte, e São Paulo e Espírito Santo, no Sudeste. Segundo a Fiocruz, a Influenza A foi responsável por 51,7% das mortes por SRAG com diagnóstico positivo registradas nas últimas quatro semanas, especialmente entre idosos.

Estados em alerta

O cenário levou todas as unidades federativas brasileiras a permanecerem em situação de alerta para SRAG. Em dez estados e no Distrito Federal, o risco é considerado elevado:

  • Acre
  • Amazonas
  • Pará
  • Tocantins
  • Mato Grosso
  • Goiás
  • Distrito Federal
  • Mato Grosso do Sul
  • Minas Gerais
  • Paraíba

Além disso, 14 unidades da federação apresentam tendência de aumento de casos nas próximas semanas:

  • Acre
  • Amazonas
  • Pará
  • Tocantins
  • Amapá
  • Mato Grosso do Sul
  • Minas Gerais
  • Bahia
  • Paraíba
  • Rio Grande do Norte
  • São Paulo
  • Paraná
  • Santa Catarina
  • Rio Grande do Sul

No fim de abril, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) já havia alertado para o início do período de maior circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul, com destaque para Influenza A H3N2 e VSR.

Vacinação e prevenção

A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, destacou a importância da vacinação para reduzir casos graves e mortes. “A principal forma de prevenção contra agravamentos e óbitos por VSR e influenza A é a vacinação. Por isso, é essencial que as pessoas com maior risco de agravamento por esses vírus se vacinem”, afirmou.

A vacina contra a gripe oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra cepas de Influenza A e está disponível em todo o país. A prioridade é para:

  • idosos
  • gestantes
  • crianças menores de 6 anos
  • pessoas com comorbidades
  • integrantes de grupos vulneráveis

Já a vacina contra o VSR é aplicada em gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, com o objetivo de proteger os bebês nos primeiros meses de vida. O SUS também oferece anticorpo monoclonal contra o VSR para bebês prematuros com maior risco de complicações. Diferentemente da vacina, o medicamento fornece anticorpos prontos contra o vírus.

Casos e mortes em 2026

Em 2026, o Brasil registrou 57.585 casos de SRAG, dos quais 45,7% tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. O rinovírus foi o agente mais frequente ao longo do ano, presente em 36,1% das amostras positivas. Em seguida aparecem:

  • Influenza A: 26,3%
  • VSR: 25,3%
  • Covid-19: 7,4%

Em relação aos óbitos, foram contabilizadas 2.660 mortes por SRAG, sendo 1.151 com resultado positivo para vírus respiratórios. A Influenza A respondeu por 39,6% dessas mortes, seguida por:

  • Covid-19: 26%
  • Rinovírus: 21,3%
  • VSR: 6,4%

* Com informações de Agência Brasil

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