Blefaroplastia: especialista explica qual a idade ideal para a cirurgia
Cirurgia serve para remover excesso de pele, músculos e bolsas de gordura nos olhos

O excesso de pele nas pálpebras pode causar a impressão de um "olhar cansado". Por isso, algumas pessoas recorrem à blefaroplastia, cirurgia plástica que remove o excesso de pele, músculos e bolsas de gordura na região dos olhos.
Durante o quadro 'Papo Cirúrgico', no programa Acir Antão desta quinta-feira (25), uma ouvinte questionou se há uma idade recomendada para realizar o procedimento.
“Não existe uma idade mínima recomendada para a blefaroplastia. Se está te incomodando, já é uma ótima idade. O que deve ser feito é um alinhamento de expectativas com o cirurgião”, responde Patrícia Resende, fisioterapeuta especialista em pós-cirurgia.
Ela ressalta que, logo após a cirurgia, o resultado pode assustar, porque o inchaço deixado pelo procedimento também causa o "olhar cansado".
"No início, sim, porque o olho incha muito. Tem gente que demora até seis meses para desinchar totalmente. Dependendo da técnica, se for a superior, ela influencia até no olhar, porque a pele pesa e pode até atrapalhar a visão. A inferior é mais por estética e deixa o resultado bonito", ressalta a profissional.
Patrícia Resende aproveitou para responder outras dúvidas de ouvintes sobre cirurgia plástica. Confira a seguir.
Fiz uma cirurgia na barriga, e meu umbigo está horrível agora, no começo. Ele ainda vai mudar?
"Fique tranquila! O umbigo precisa de cuidados especiais, pois existem várias técnicas, mas, no início, ele incha muito. Esse processo do pós-operatório faz o umbigo mudar bastante. É importante verificar se a sua técnica exige o uso de algum molde ou pomada específica. No geral, seguindo as orientações, o umbigo vai melhorar."
É a cinta que vai modelar o corpo após a abdominoplastia?
“Esse era um conceito antigo. Hoje, a cinta tem outros papéis. Nas fases iniciais, ela apoia a estrutura para melhorar a circulação e controlar a inflamação. Recomendamos uma cinta para dormir que praticamente não comprime. Depois, usamos uma cinta que retira o líquido: quando o músculo se movimenta e encontra a estrutura da cinta, ele expulsa o líquido (edema) porque não sobra espaço. Mas atenção: se a cinta estiver mal projetada e marcar a pele, ela pode deformar o tecido”.
Queimação e choques na pele, enquanto ela está dormente. É normal sentir essa mistura?
“Completamente normal. Na cirurgia, as pontinhas dos nervos que levam a sensação para a cabeça são 'machucadas'. Até que essas pontas regenerem, o que demora um pouco, você sente esses desconfortos. Por isso, o estímulo manual correto (fisioterapia) é importante para que a regeneração ocorra da melhor forma."
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



