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Alzheimer: Até que ponto o esquecimento é normal? Geriatra responde

Perda de memória é um dos principais sinais de Alzheimer, forma mais comum de demência

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Uma droga experimental, chamada de donanemab, retardou a progressão da doença de Alzheimer em até 60% nos estágios iniciais.
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O esquecimento é o principal sinal de Alzheimer. A doença progressiva acomete os neurônios, causando perda de memória, declínio cognitivo e mudanças no comportamento do paciente. Trata-se da forma mais comum de demência.

A geriatra Simone Lima diferencia os esquecimentos do dia a dia do sintoma de Alzheimer. “Muitas vezes, ao guardar um objeto como uma chave, já estamos pensando na próxima tarefa que faremos dentro de casa. Esse tipo de esquecimento não é um processo de doença ou degeneração cerebral; trata-se de uma perda de foco. Você não dedicou os oito segundos de atenção necessários no momento da ação para que o cérebro pudesse criar a recordação”, afirma a especialista em participação no programa Rádio Vivo, da Itatiaia, nesta segunda-feira (22).

Ela explica quando a perda de memória deve se tornar uma preocupação. "O esquecimento se torna um sinal de alerta quando a pessoa, por causa dele, perde uma função que costumava exercer. Por exemplo, uma dona de casa que sempre cozinhou "de cabeça" e começa a errar a mão ou não lembra mais as receitas; ou alguém que dirigia pela cidade inteira e de repente não sabe mais chegar a locais conhecidos, como a escola do neto ou a casa de um filho”.

Os familiares também devem estar atentos aos sinais. “Se a pessoa conseguia pagar contas, ir ao banco resolver problemas ou buscar o neto e perdeu essa capacidade, esses são sinais de alerta importantes”, completa a geriatra.

A médica lista recomendações para retardar a perda de memória. “Uma boa saúde, boa alimentação e atividade física, que melhora a nossa circulação não só cardíaca, mas cerebral, o que é extremamente importante. Além disso, é fundamental ter uma boa qualidade de sono, preferencialmente sem medicação, para que haja limpeza das substâncias tóxicas”, concluiu a Dra. Simone Lima.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.