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Médico infarta no RS: frio pode aumentar em até 30% o risco de infarto

Cardiologista explica que, normalmente, o corpo apresenta sintomas que muitas vezes são ignorados e que podem ser o prenúncio da morte súbita

Mais um médico que estava ajudando nos atendimentos às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, infartou. Desta vez, o médico anestesista Walter José Roberte Borges, de cinquenta anos, que estava trabalhando como voluntário no Hospital Universitário de Pelotas. O médico participava de uma cirurgia, quando saiu do bloco cirúrgico e não voltou mais. Um dos colegas encontrou Walter desacordado em um banheiro. O anestesista está internado na UTI e de acordo com os médicos, em estado vegetativo.

Segundo Alan Max, médico cardiologista e professor de cardiologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, neste caso, provavelmente o anestesista teve uma parada cardíaca e o cérebro ficou muito tempo sem receber sangue e oxigênio e, a principal causa de parada cardíaca é o infarto. “O infarto é quando há uma obstrução em uma das artérias do coração (as coronárias) a falta de sangue ao músculo cardíaco leva ao infarto que é uma morte celular de parte do músculo. Já a parada cardíaca é quando o coração para totalmente”, explica.

A principal causa de parada cardíaca é o infarto. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 17 milhões de pessoas morrem por ano, no mundo, vítimas de doenças cardiovasculares. Esses problemas representem a maior causa de mortes no Brasil, com cerca de 360 mil casos anuais.

“O frio aumenta a chance de infarto em até 30%, além disso, tem a questão do estresse e a ansiedade com a tragédia que também aumentam a chance de infarto. No frio as artérias tendem a ficar mais contraídas o que diminui a luz do vaso e facilita obstruções, a pressão também tende a ficar mais alta devido a essa vasoconstrição o que aumenta o esforço do coração e há também a tendencia de se beber menos água e com isso o sangue pode ficar mais viscoso(grosso) o que facilita obstruções. Juntando todos esses fatores há um aumento de até 30% da incidência de infartos nas épocas mais frias do ano”, alerta.

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Sintomas

O cardiologista explica que, normalmente, o corpo apresenta sintomas que muitas vezes são ignorados e que podem ser o prenúncio da morte súbita. “Por exemplo um cansaço, uma dor no peito, uma palpitação, um desmaio pode ser um aviso que não foi devidamente valorizado”, detalha.

Prevenção

Manter hábitos de vida saudáveis como dieta adequada, fazer atividade física, não fumar, passar por consultas regulares com o cardiologista, seguir as orientações e, tomar os medicamentos quando esses forem prescritos, podem ajudar a evitar a morte súbita, segundo Alan Max, médico cardiologista e professor de cardiologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.


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Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.
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