Por que cozinhar em casa voltou a crescer no Brasil

Economia rotina e saúde explicam mudança no comportamento

Por que cozinhar em casa voltou a crescer no Brasil

Cozinhar em casa deixou de ser exceção e voltou a fazer parte da rotina de milhões de brasileiros. A mudança não aconteceu de uma vez, mas foi ganhando força conforme o custo de vida subiu, a rotina mudou e as pessoas passaram a buscar mais controle sobre o próprio dia.

Nos últimos anos, comer fora virou luxo em muitas cidades. O preço das refeições aumentou, o delivery encareceu e a organização financeira começou a pesar. Nesse cenário, a cozinha voltou a ser vista como aliada da rotina e não como obrigação.

Economia virou o primeiro motor dessa mudança

O principal fator por trás desse comportamento é simples. Cozinhar em casa custa menos. Em um momento de inflação alimentar e aumento de serviços, preparar a própria refeição virou estratégia de sobrevivência doméstica.

Famílias passaram a planejar compras, pessoas que moram sozinhas começaram a preparar marmitas e muita gente redescobriu receitas básicas que estavam esquecidas. O impacto no orçamento mensal se tornou visível rapidamente.

A rotina mudou e a casa ganhou novo papel

Por que cozinhar em casa voltou a crescer no Brasil

Outro ponto importante é a reorganização da vida cotidiana. Com mais gente trabalhando em casa ou com jornadas híbridas, o tempo doméstico mudou. A casa deixou de ser apenas lugar de descanso e passou a ser espaço de produção de vida.

Nesse novo cenário, a cozinha voltou a ter presença diária. Não apenas para refeições completas, mas para cafés mais tranquilos, jantares simples e até encontros pequenos com amigos.

Saúde também virou motivação forte

Cozinhar permite controlar ingredientes, reduzir ultraprocessados e organizar melhor horários de alimentação. Isso fez com que muita gente passasse a enxergar a cozinha como parte da própria saúde.

A busca por alimentação mais natural cresceu, assim como o interesse por receitas simples e práticas. Não se trata de cozinhar pratos elaborados, mas de preparar comida real.

Redes sociais ajudaram a popularizar o hábito

O crescimento de vídeos curtos com receitas rápidas teve papel decisivo nessa mudança. Pessoas passaram a perceber que cozinhar não exige técnica complexa nem muito tempo.

Receitas de dez minutos, marmitas da semana e dicas de organização de compras ganharam grande alcance. Isso ajudou a quebrar a ideia de que cozinhar é difícil.

Em Belo Horizonte e em outras cidades o movimento é visível

Em cidades como Belo Horizonte, onde o custo de restaurantes subiu e a rotina urbana é intensa, cozinhar em casa voltou a ser solução prática. Supermercados passaram a vender mais ingredientes básicos e menos produtos prontos.

O movimento também aparece em feiras locais, compras coletivas e interesse crescente por comida simples. A cozinha deixou de ser apenas espaço doméstico e virou parte da estratégia de vida.

Cozinhar virou símbolo de autonomia cotidiana

Mais do que economia, cozinhar hoje representa autonomia. Quem prepara a própria comida organiza melhor o tempo, controla gastos e participa mais da própria rotina.

Não é um retorno ao passado. É uma adaptação ao presente. Em vez de depender de soluções externas, muita gente redescobriu que a cozinha pode ser aliada do dia a dia.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.

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