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Pilates exige força mesmo quando o treino parece tranquilo

Controle, estabilidade e resistência muscular aumentam o esforço na prática

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Pilates como exrcício físico
Pilates exige força mesmo quando o treino parece tranquilo • Ia

Movimentos lentos, ambiente silencioso e exercícios executados sem pressa podem fazer uma aula de Pilates parecer menos exigente do que realmente é. A impressão muda quando chega o momento de sustentar o tronco, movimentar braços e pernas sem perder o alinhamento ou controlar uma mola que insiste em levar o corpo na direção contrária.

Boa parte desse trabalho acontece sem movimentos explosivos. O método exige que diferentes grupos musculares participem da execução enquanto o praticante procura manter estabilidade e precisão. Abdômen, região lombar, quadris e músculos ao redor da pelve formam uma base importante para vários exercícios.

Essa participação ajuda a explicar por que movimentos pequenos podem provocar esforço considerável. Levantar uma perna sem alterar a posição da pelve, manter uma prancha ou executar uma ponte de maneira controlada são exemplos em que a dificuldade não depende de velocidade. A resistência pode vir do próprio peso corporal, da gravidade ou dos equipamentos utilizados na aula.

O reformer acrescenta uma dinâmica particular. Suas molas podem oferecer resistência, mas também desafiam o praticante a controlar o retorno do carrinho. A execução deixa de ser apenas uma questão de mover uma carga e passa a exigir domínio das diferentes etapas do movimento.

O fortalecimento da região central do corpo tem função direta nessa mecânica. A Mayo Clinic explica que os músculos do core incluem abdômen, costas e estruturas ao redor da pelve. Exercícios voltados para essa região podem trabalhar vários músculos em conjunto e criar uma base mais estável para os movimentos do corpo.

Estudos sobre Pilates também investigam seu efeito sobre força muscular. Uma revisão sistemática que reuniu ensaios clínicos encontrou evidências de melhora da força do core quando o método foi comparado à ausência de exercício ou a programas com doses diferentes de atividade. Comparações com modalidades equivalentes, porém, não permitem afirmar que Pilates seja necessariamente superior.

A quantidade de suor não resolve essa comparação. Transpiração está ligada principalmente ao controle da temperatura corporal e sofre influência do ambiente e de características individuais. Uma sessão pode produzir pouco suor e ainda exigir contrações musculares repetidas ou a manutenção de posições difíceis.

Por isso, observar a execução oferece pistas melhores sobre o desafio de uma aula. Perder o alinhamento nas últimas repetições, sentir dificuldade para sustentar uma posição ou precisar reduzir a resistência são respostas diferentes daquela provocada por uma corrida intensa, mas mostram que existe trabalho muscular acontecendo.

Pilates não precisa parecer exaustivo para desafiar o corpo. A força da prática está justamente na combinação entre resistência, estabilidade e controle. Às vezes, o exercício que parece mais tranquilo é aquele em que poucos centímetros de movimento exigem muito mais precisão.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.

 

 

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