Como escolher o protetor solar ideal para cada tipo de pele
Do fator de proteção solar à textura e à presença de cor, alguns critérios ajudam a escolher um produto adequado para o uso diário; entender as diferenças entre os filtros, verificar a proteção contra raios UVA e UVB e respeitar a frequência de reaplicação são medidas importantes para proteger a pele dos danos causados pelo sol.

O protetor solar é um aliado importante dos cuidados diários com a pele. Seu uso ajuda a prevenir queimaduras, reduz os danos causados pela radiação ultravioleta e contribui para diminuir o risco de câncer de pele e de envelhecimento precoce. A proteção é necessária durante todo o ano, inclusive em dias nublados, porque a presença de nuvens não elimina a exposição à radiação ultravioleta.
Apesar da variedade de produtos disponíveis, escolher um protetor solar não precisa ser complicado. O primeiro passo é observar o fator de proteção solar (FPS), a indicação de proteção contra raios UVA e UVB e a resistência à água, quando necessária. Em seguida, vale considerar as características da pele, a textura do produto e as situações em que ele será utilizado.
A melhor opção é aquela que oferece proteção adequada e pode ser aplicada em quantidade suficiente, sem causar desconforto que dificulte o uso regular.
Entenda o que significam FPS e proteção UVA e UVB
Os raios ultravioleta são divididos em diferentes tipos, entre eles UVA e UVB, que têm efeitos distintos sobre a pele. Os raios UVA estão associados ao envelhecimento precoce, às alterações de pigmentação e também ao desenvolvimento de câncer de pele. Eles podem atravessar o vidro comum das janelas. Já os raios UVB são os principais responsáveis pelas queimaduras solares e também contribuem para o risco de câncer.
Por isso, não basta escolher um produto apenas pelo número indicado na embalagem. É importante verificar se ele oferece proteção contra os dois tipos de radiação, identificada por expressões como “proteção UVA/UVB” ou “amplo espectro”, conforme a rotulagem do produto.
O FPS indica principalmente o nível de proteção contra a radiação responsável pelas queimaduras solares, especialmente os raios UVB. A Academia Americana de Dermatologia recomenda o uso de protetor solar com FPS 30 ou superior, amplo espectro e resistência à água. A entidade ressalta que nenhum produto bloqueia 100% da radiação UV e que um FPS mais alto não dispensa a reaplicação.
Como escolher o FPS adequado
O FPS é um dos critérios mais conhecidos na hora de comprar um protetor solar, mas a escolha não deve considerar apenas o tom da pele. Pessoas com pele clara podem apresentar maior facilidade para desenvolver queimaduras, mas todos os tons de pele estão sujeitos aos efeitos da radiação ultravioleta.
Para o uso diário, um protetor com FPS 30 ou superior é uma referência útil. Em situações de exposição intensa, como praia, piscina, atividades esportivas ao ar livre ou longos períodos sob o sol, pode ser interessante escolher um FPS mais alto, além de um produto resistente à água, quando indicado.
Pessoas com histórico de câncer de pele, doenças que aumentam a sensibilidade à luz, manchas persistentes ou outras condições dermatológicas podem precisar de orientações individualizadas. Nesses casos, um dermatologista pode indicar o nível de proteção e a formulação mais apropriados.
Também é importante lembrar que o número do FPS não indica por quantas horas o produto pode ser usado sem reaplicação. A duração da proteção depende de fatores como a quantidade aplicada, a exposição solar, o suor, o contato com a água e a remoção por toalhas ou roupas.
Textura e formulação fazem diferença
A textura influencia o conforto durante o uso e pode ajudar a manter o protetor solar na rotina. Para peles oleosas, produtos em gel, gel-creme ou com acabamento seco podem ser mais agradáveis. Procurar indicações como “não comedogênico”, que sinaliza a formulação desenvolvida para não obstruir os poros, também pode ajudar quem tem tendência à acne.
Já pessoas com pele seca podem preferir loções ou cremes com ingredientes hidratantes. Para peles sensíveis, fórmulas sem fragrância e desenvolvidas para esse tipo de pele podem ser boas opções. Se o produto provocar ardência, coceira ou vermelhidão persistente, é recomendável interromper o uso e buscar orientação profissional.
Os protetores minerais, também chamados de físicos, utilizam filtros como óxido de zinco e dióxido de titânio. Eles podem ser uma alternativa para pessoas que apresentam irritação com determinadas formulações. Isso não significa, entretanto, que todos os protetores minerais sejam necessariamente melhores para qualquer pele sensível: a tolerância depende da composição completa do produto e de cada pessoa.
Mais importante do que escolher uma textura considerada ideal é encontrar uma fórmula que ofereça proteção adequada e seja confortável o suficiente para o uso contínuo.
Protetor solar facial e corporal são diferentes?
Existem produtos desenvolvidos especificamente para o rosto e outros destinados ao corpo. As versões faciais costumam ter texturas e acabamentos pensados para o uso diário, podendo incluir controle da oleosidade, hidratação ou cor. Já as fórmulas corporais geralmente são comercializadas em embalagens maiores e podem ser mais práticas para cobrir áreas extensas.
Isso não significa que seja obrigatório usar dois produtos diferentes. Um protetor corporal pode ser utilizado no rosto se for adequado para essa região e apresentar boa tolerância. Da mesma forma, um produto facial pode proteger outras áreas expostas, embora o custo e o tamanho da embalagem possam tornar essa escolha menos prática.
O essencial é verificar a indicação de uso, aplicar uma quantidade suficiente e garantir que todas as áreas expostas estejam protegidas. Rosto, orelhas, pescoço, colo, mãos e pés merecem atenção especial, assim como o couro cabeludo em pessoas com pouco cabelo.
Protetor solar com cor pode ajudar contra manchas
Além de proteger contra os raios UVA e UVB, alguns protetores solares com cor oferecem proteção adicional contra parte da luz visível. Essa característica pode ser especialmente relevante para pessoas com melasma e outras condições de hiperpigmentação, já que a luz visível também pode contribuir para o escurecimento de manchas.
A Academia Americana de Dermatologia recomenda, para pessoas com melasma, considerar protetores com cor que contenham óxidos de ferro, além de FPS 30 ou superior e proteção de amplo espectro. A escolha deve levar em conta também a resistência à água e a adequação do produto à rotina.
O protetor com cor pode uniformizar visualmente o tom da pele e, em alguns casos, reduzir a necessidade de outros produtos de maquiagem. Ainda assim, é importante aplicar quantidade suficiente para obter a proteção indicada na embalagem. Usar uma camada muito fina apenas para conseguir um efeito de base pode comprometer a proteção esperada.
Reaplicação e uso correto são indispensáveis
Mesmo o melhor protetor solar perde eficácia quando é aplicado em quantidade insuficiente ou não é reaplicado conforme as recomendações. A orientação geral é reaplicar o produto aproximadamente a cada duas horas durante a exposição ao ar livre e antes disso quando houver suor intenso, contato com água ou remoção por toalhas.
O protetor deve ser aplicado de maneira uniforme nas áreas expostas, seguindo as instruções da embalagem. Sempre que possível, a aplicação deve ocorrer antes de sair ao sol, respeitando o tempo indicado pelo fabricante.
A proteção também não deve depender exclusivamente do cosmético. Procurar sombra, usar roupas que cubram a pele, chapéus de abas largas e óculos com proteção UV são medidas complementares importantes. Em períodos de radiação intensa, reduzir a exposição direta ao sol também ajuda a diminuir os riscos.
Cuidados especiais com as crianças
A proteção solar na infância exige atenção à idade, ao tipo de exposição e às características do produto. Para bebês com menos de seis meses, a recomendação geral é priorizar a sombra e roupas adequadas, evitando a exposição direta ao sol. Se não for possível evitar a exposição, os responsáveis devem consultar um profissional de saúde sobre as medidas apropriadas.
A partir dos seis meses, podem ser utilizados protetores de amplo espectro, resistentes à água e com FPS 30 ou superior, de acordo com a indicação do produto. Fórmulas com filtros minerais podem ser uma alternativa para peles mais sensíveis, mas a escolha deve considerar a tolerância da criança e as orientações do pediatra ou dermatologista.
Em qualquer idade, é importante reaplicar o produto conforme as instruções e combinar o uso com roupas, chapéus e sombra. Criar esse hábito desde cedo contribui para uma rotina de proteção mais consistente.
Escolher o protetor solar adequado é uma decisão que envolve proteção, conforto e regularidade. Observar o FPS, a cobertura contra UVA e UVB, a resistência à água e as necessidades da pele ajuda a fazer uma escolha mais consciente. Quando o produto é aplicado corretamente e combinado com outras medidas de proteção, torna-se um aliado importante para a saúde da pele ao longo da vida.
Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.



