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Como cuidar da pele após a exposição ao sol e às altas temperaturas

Vermelhidão, ardência e descamação podem aparecer depois de uma exposição excessiva à radiação ultravioleta; veja como aliviar o desconforto, proteger a barreira da pele e evitar hábitos que podem piorar a irritação

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A proteção contra a radiação ultravioleta continua importante durante a recuperação da pele.
A proteção contra a radiação ultravioleta continua importante durante a recuperação da pele. • krukphoto.com

Dias de altas temperaturas costumam aumentar o tempo que as pessoas passam ao ar livre, seja em atividades físicas, passeios, viagens ou momentos de lazer. Quando a exposição ao sol acontece sem proteção adequada ou por tempo prolongado, porém, a pele pode sofrer uma queimadura solar.

Vermelhidão, sensação de calor, ardência, sensibilidade e, em alguns casos, formação de bolhas estão entre os sinais mais comuns. Alguns dias depois, a pele pode começar a descascar. A descamação faz parte do processo de eliminação das células que foram danificadas pela radiação ultravioleta.

Apesar de ser comum, a queimadura solar não deve ser encarada apenas como um problema estético. A exposição excessiva à radiação UV provoca danos à pele e aumenta, ao longo do tempo, o risco de câncer de pele e envelhecimento precoce. Por isso, depois que a queimadura aparece, o objetivo deve ser aliviar o desconforto e proteger a região até a recuperação.

Por que a pele começa a descascar

A queimadura solar ocorre quando a pele recebe mais radiação ultravioleta do que consegue suportar. A resposta inflamatória provoca vermelhidão e dor e, posteriormente, algumas células danificadas são eliminadas, dando origem à descamação.

Nesse período, a pele pode ficar mais sensível e vulnerável a irritações. Por isso, tentar acelerar a renovação com produtos agressivos, esfoliantes ou procedimentos estéticos pode piorar o quadro.

A descamação não deve ser puxada ou removida manualmente. O ideal é permitir que a pele se desprenda naturalmente enquanto a região recebe cuidados suaves.

O primeiro passo é sair do sol

Ao perceber uma queimadura, a primeira medida é interromper a exposição solar e procurar um ambiente protegido. Continuar sob o sol pode aumentar o dano e prolongar o desconforto.

A Academia Americana de Dermatologia recomenda banhos ou duchas frescas para aliviar a dor e a sensação de calor. Depois, a pele deve ser seca delicadamente, sem esfregar. Compressas frias e úmidas também podem ajudar a diminuir o desconforto. O objetivo não é deixar a pele extremamente gelada, mas proporcionar uma sensação de alívio.

Hidrate a pele com delicadeza

Depois do banho, o uso de um hidratante pode ajudar a aliviar a sensação de ressecamento e desconforto. O hidratante pode ser aplicado enquanto a pele ainda está levemente úmida. Se houver necessidade, a aplicação pode ser repetida ao longo do dia.

É importante evitar produtos que provoquem ardência ou contenham ingredientes potencialmente irritantes para aquela pele. Receitas caseiras também devem ser evitadas, principalmente quando incluem substâncias que não foram formuladas para aplicação sobre uma pele lesionada.

Beber água também faz parte dos cuidados

Uma queimadura solar pode contribuir para a desidratação porque parte dos líquidos do organismo é direcionada para a superfície da pele durante o processo inflamatório. Por isso, manter uma boa ingestão de líquidos é importante durante a recuperação.

Não é necessário estabelecer uma regra fixa de dois litros de água para todas as pessoas. A necessidade de líquidos varia conforme características individuais, alimentação, atividade física, temperatura e outras condições.

Em períodos de altas temperaturas, especialmente quando há transpiração intensa, vale manter água disponível e beber regularmente.

Banho quente e esfoliação podem piorar a irritação

Quando a pele está vermelha, dolorida ou descascando, quanto mais suave for a rotina de cuidados, melhor. Banhos muito quentes podem aumentar o ressecamento e o desconforto. Prefira água fresca ou morna e evite esfregar a região com buchas, esponjas ou toalhas.

A esfoliação também deve ficar de fora durante a recuperação. A Academia Americana de Dermatologia orienta não esfoliar a pele quando ela está queimada pelo sol, já que isso pode aumentar a irritação e prejudicar a barreira cutânea.

O mesmo vale para tentar retirar as áreas que estão descascando. Puxar a pele pode provocar pequenas feridas e aumentar a irritação.

E se aparecerem bolhas

Bolhas indicam uma queimadura mais profunda e não devem ser estouradas em casa. Elas funcionam como uma proteção natural enquanto a pele se recupera. A Academia Americana de Dermatologia recomenda deixar as bolhas cicatrizarem e procurar orientação médica quando houver queimaduras mais intensas.

Também é importante procurar atendimento se a queimadura atingir uma área extensa ou vier acompanhada de sintomas como febre, calafrios, náuseas, tontura ou piora importante do estado geral.

Como proteger a pele durante a recuperação

Mesmo que a vermelhidão comece a diminuir, a região ainda precisa de proteção contra a radiação solar. Quando precisar sair, cubra a área afetada com roupas e procure permanecer na sombra. Nas regiões que estiverem expostas, o protetor solar deve fazer parte da fotoproteção.

O Ministério da Saúde recomenda evitar a exposição direta ao sol nos horários de maior intensidade da radiação, especialmente entre 10h e 16h, além do uso de roupas, chapéus, óculos com proteção UV e filtro solar.

Durante a exposição solar, o protetor deve ser reaplicado conforme as orientações do produto e depois de situações que removam o produto, como mergulho ou transpiração intensa.

Pessoas com pele clara precisam de atenção especial

Pessoas com pele clara geralmente apresentam maior facilidade para desenvolver queimaduras solares, mas isso não significa que somente elas estejam sujeitas aos danos da radiação UV.

Todos os tons de pele podem sofrer queimaduras e danos provocados pelo excesso de exposição solar. Por isso, a proteção deve ser individualizada, considerando características da pele, histórico de exposição e orientação dermatológica quando necessário.

Chapéus de abas largas, roupas que cubram a pele, óculos com proteção UV e sombra são medidas complementares ao uso do filtro solar.

O que fazer depois que a pele parar de descascar

Quando a queimadura estiver completamente recuperada, a rotina de cuidados pode voltar gradualmente ao normal. A hidratação continua importante para manter a barreira cutânea, enquanto produtos de limpeza devem ser escolhidos de acordo com as características da pele.

Já a esfoliação não deve ser usada como tentativa de acelerar a eliminação das áreas que ainda estejam sensíveis. Quando a pele estiver totalmente recuperada, a necessidade e a frequência desse tipo de produto dependem do tipo de pele e do método utilizado.

O mesmo vale para ativos cosméticos mais concentrados. Se a pele continuar sensibilizada, ardendo ou apresentando manchas após a queimadura, o ideal é conversar com um dermatologista antes de introduzir novos produtos.

A prevenção continua sendo o melhor cuidado

Uma queimadura solar é um sinal de que a pele recebeu uma quantidade excessiva de radiação UV. Evitar novos episódios é importante não apenas para manter a aparência da pele, mas também para reduzir danos acumulados ao longo da vida.

Em períodos de altas temperaturas, a atenção deve ser ainda maior porque o calor pode estimular atividades ao ar livre e aumentar a transpiração, mas o principal responsável pela queimadura solar é a radiação ultravioleta.

Por isso, o cuidado não termina quando a pele para de descascar. Proteger-se do sol, buscar sombra, utilizar roupas adequadas e aplicar corretamente o protetor solar são hábitos que devem fazer parte da rotina.

Se houver uma queimadura extensa, muitas bolhas, dor intensa ou sintomas como febre, náusea, tontura ou fraqueza, é importante procurar atendimento médico. Para alterações persistentes, manchas ou dúvidas sobre os produtos mais adequados, a avaliação de um dermatologista também é indicada.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.

 

 

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