Temperaturas altas! Cuidados com o calor forte vão além da hidratação e da proteção solar
Em períodos de altas temperaturas, beber água regularmente, adaptar a rotina de exercícios, proteger a pele do sol, escolher refeições equilibradas e ficar atento aos sinais de desidratação ajudam o organismo a lidar melhor com o calor intenso

Quando as temperaturas sobem, não é apenas o conforto que muda. O organismo precisa trabalhar mais para manter a temperatura corporal dentro de uma faixa adequada, principalmente quando há exposição prolongada ao sol, prática de exercícios ou permanência em ambientes muito quentes.
O suor é um dos mecanismos utilizados pelo corpo para dissipar calor. Por isso, em dias quentes, a perda de líquidos pode aumentar e, sem reposição adequada, surgir desidratação. Em situações mais intensas, o calor também pode provocar exaustão pelo calor e até golpe de calor, uma emergência médica.
Por isso, os cuidados durante a primavera e o verão não precisam se limitar a tomar banho de piscina ou de mar. Hidratação, alimentação equilibrada, proteção contra o sol, roupas adequadas e atenção aos horários das atividades fazem parte da prevenção.
Água é a principal aliada
Não existe uma quantidade universal de água que todas as pessoas precisam beber diariamente. A necessidade varia de acordo com idade, alimentação, nível de atividade física, temperatura, umidade e condições de saúde.
Em dias muito quentes, entretanto, é importante beber água regularmente e não esperar a sede aparecer para começar a se hidratar. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomenda levar uma garrafa e aumentar a ingestão de líquidos durante as atividades realizadas no calor.
Quem pratica exercícios precisa de atenção especial. A combinação entre esforço físico, transpiração e altas temperaturas aumenta o risco de desidratação e de doenças relacionadas ao calor. Em dias quentes, uma alternativa é deixar atividades ao ar livre para os horários mais frescos, reduzir a intensidade quando necessário e fazer pausas.
Água deve ser a principal bebida. Bebidas alcoólicas e produtos muito açucarados não são boas escolhas para substituir a hidratação cotidiana. Em determinadas situações de exercício prolongado ou transpiração intensa, bebidas com eletrólitos podem ter indicação específica, mas isso não significa que sejam necessárias para todas as pessoas.
Protetor solar não é só para a praia
A proteção solar também deve fazer parte da rotina, especialmente para quem ficará exposto ao sol.
A Academia Americana de Dermatologia recomenda protetor solar de amplo espectro, resistente à água e com FPS 30 ou superior, aplicado antes da exposição e reaplicado conforme as orientações do produto. O protetor ajuda a reduzir o risco de queimaduras, envelhecimento precoce e câncer de pele.
Isso não significa que seja obrigatório usar protetor solar da mesma maneira em qualquer situação dentro de casa. A necessidade é maior quando existe exposição à radiação ultravioleta, como ao permanecer ao ar livre ou próximo a janelas com incidência solar relevante.
Além do produto, roupas que cubram a pele, chapéus, óculos de sol e sombra ajudam a reduzir a exposição. Durante períodos de calor extremo, também é recomendado evitar permanecer diretamente sob o sol nos horários de maior intensidade.
Pessoas com doenças ou alterações de pele devem seguir as orientações do dermatologista sobre o tipo de proteção mais adequado.
Alimentação leve não significa cortar gordura
Em dias muito quentes, refeições muito volumosas podem ser menos confortáveis para algumas pessoas. Por isso, frutas, verduras, legumes, cereais integrais e fontes de proteínas podem formar refeições variadas e equilibradas sem a necessidade de recorrer a dietas restritivas.
A Organização Mundial da Saúde recomenda uma alimentação baseada na diversidade e no equilíbrio, com predominância de alimentos in natura ou minimamente processados. Também orienta limitar gorduras saturadas e trans, além de alimentos fritos e ultraprocessados.
A ideia, portanto, não é eliminar toda gordura da alimentação. Fontes de gorduras insaturadas, como azeite, abacate, castanhas e alguns peixes, fazem parte de uma alimentação saudável.
Durante o calor, saladas, frutas, legumes, peixes, carnes magras, ovos e preparações cozidas ou assadas podem ser alternativas para refeições que muitas pessoas consideram mais confortáveis.
Cuidado com exercícios nos horários mais quentes
A prática de atividade física continua importante durante o verão, mas pode exigir adaptações.
Exercitar-se sob temperaturas elevadas aumenta o esforço do organismo para controlar a temperatura corporal. O CDC recomenda, quando possível, programar os treinos para horários mais frescos, diminuir o ritmo e fazer pausas. Também orienta beber mais água do que o habitual e não esperar a sede para se hidratar.
Se aparecer tontura, fraqueza, dor de cabeça, náusea, cãibras ou transpiração excessiva, a atividade deve ser interrompida e a pessoa deve procurar um local fresco. Insistir no exercício apesar desses sinais pode aumentar o risco de uma condição relacionada ao calor.
Roupas e ambiente também fazem diferença
A escolha das roupas pode contribuir para o conforto térmico. Peças leves, folgadas e que permitam a circulação de ar são mais adequadas para períodos de altas temperaturas.
Dentro de casa, manter os ambientes ventilados, fechar cortinas ou persianas durante os períodos de maior incidência solar e buscar locais mais frescos também pode ajudar.
A Organização Mundial da Saúde recomenda evitar atividades físicas intensas durante as horas mais quentes, permanecer na sombra e manter o corpo hidratado. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas precisam de atenção especial porque podem ser mais vulneráveis aos efeitos do calor.
Crianças e idosos exigem atenção redobrada
Nem todas as pessoas respondem ao calor da mesma maneira. Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com determinadas doenças crônicas podem apresentar maior vulnerabilidade.
Nesses casos, é importante oferecer líquidos regularmente, evitar exposição prolongada ao sol e observar mudanças no comportamento ou no estado físico.
Também vale lembrar que os animais de estimação precisam de cuidados durante os períodos quentes. Passeios devem ser adaptados e nunca se deve deixar um animal dentro de um veículo estacionado.
Saiba reconhecer os sinais de alerta
Dor de cabeça, tontura, fraqueza, náusea, cãibras e transpiração excessiva podem indicar que o organismo está sofrendo com o calor. O Ministério da Saúde também cita esses sintomas entre os sinais que merecem atenção durante períodos de temperaturas elevadas.
Em situações mais graves, podem ocorrer confusão mental, convulsões e perda de consciência. O golpe de calor exige atendimento médico imediato.
A melhor estratégia é não esperar que o organismo chegue a esse ponto. Manter-se hidratado, procurar ambientes frescos, reduzir a exposição ao sol e adaptar a rotina nos dias mais quentes são medidas simples que podem fazer a diferença.
Calor pede adaptação da rotina
Cuidar da saúde durante a primavera e o verão não significa deixar de aproveitar os dias ensolarados. Piscina, praia, atividades ao ar livre e exercícios podem fazer parte da rotina, desde que sejam acompanhados de cuidados.
Mais do que seguir uma quantidade fixa de água ou cortar determinados alimentos, a ideia é observar as necessidades do próprio corpo e as condições do ambiente.
Em dias de calor intenso, hidratação regular, proteção solar, alimentação equilibrada, roupas adequadas, horários mais seguros para atividades físicas e atenção aos sinais de alerta formam um conjunto de medidas que ajuda a reduzir os riscos associados às altas temperaturas.
Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.



