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Colesterol alto: saiba como prevenir doenças cardiovasculares

O colesterol é essencial para o funcionamento do organismo, mas o desequilíbrio entre suas frações aumenta o risco de infarto e AVC

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Manter o colesterol sob controle reduz o risco de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares
Manter o colesterol sob controle reduz o risco de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares • Freepik

O colesterol costuma ser associado apenas a problemas de saúde, mas essa substância exerce funções indispensáveis ao organismo. Presente em todas as células do corpo, ele participa da produção de hormônios, vitamina D, sais biliares e da estrutura das membranas celulares. 

O problema surge quando seus níveis, especialmente da fração LDL, permanecem elevados por longos períodos, favorecendo o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

As doenças do coração seguem como a principal causa de morte no mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 18 milhões de mortes todos os anos, sendo o colesterol elevado um dos principais fatores de risco modificáveis.

No Brasil, o acompanhamento dos níveis de colesterol ganhou ainda mais importância após a atualização das diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)

Para pacientes considerados de alto risco cardiovascular, como aqueles que já sofreram infarto ou apresentam doença arterial, a recomendação é manter o colesterol LDL abaixo de 50 mg/dL. Já pessoas sem fatores de risco importantes podem apresentar valores de até 130 mg/dL, desde que avaliadas individualmente pelo médico.

HDL e LDL desempenham funções diferentes

Embora sejam conhecidos popularmente como colesterol "bom" e colesterol "ruim", HDL e LDL são, na verdade, lipoproteínas responsáveis pelo transporte do colesterol na corrente sanguínea.

O HDL (lipoproteína de alta densidade) atua como um sistema de limpeza do organismo. Sua principal função é retirar o excesso de colesterol acumulado nas artérias e levá-lo de volta ao fígado, onde será eliminado ou reutilizado. Quanto maior o nível de HDL, menor tende a ser o risco de formação de placas de gordura.

Já o LDL (lipoproteína de baixa densidade) transporta o colesterol do fígado para os tecidos. Quando está elevado, parte desse colesterol pode se depositar na parede das artérias, formando placas que reduzem a passagem do sangue. Esse processo, conhecido como aterosclerose, aumenta significativamente o risco de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e doença arterial periférica.

Segundo o estudo Global Burden of Disease, publicado na revista científica The Lancet, o colesterol LDL elevado continua entre os principais fatores responsáveis pela perda de anos de vida saudável em diversos países, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do controle contínuo.

Alimentação e estilo de vida fazem diferença

A alimentação exerce papel importante no controle do colesterol, embora não seja o único fator envolvido. Aproximadamente 70% do colesterol é produzido naturalmente pelo fígado, enquanto cerca de 30% tem origem nos alimentos consumidos.

Ainda assim, uma dieta rica em gorduras saturadas, gorduras trans, açúcares e alimentos ultraprocessados favorece o aumento do colesterol LDL. Carnes gordurosas, embutidos, frituras, produtos industrializados e alimentos com gordura hidrogenada devem ser consumidos com moderação.

Por outro lado, frutas, verduras, legumes, cereais integrais, aveia, feijões, castanhas e peixes ricos em ômega-3 ajudam a melhorar o perfil lipídico e contribuem para a saúde cardiovascular.

O relatório Food and Health Survey, produzido anualmente pelo International Food Information Council (IFIC), mostra que consumidores têm buscado cada vez mais alimentos associados à prevenção de doenças crônicas, priorizando fibras, grãos integrais e alimentos minimamente processados como parte de uma alimentação equilibrada.

A prática regular de atividade física também desempenha papel decisivo. Exercícios aeróbicos e atividades de fortalecimento muscular ajudam a elevar os níveis de HDL, reduzem o LDL e contribuem para o controle do peso corporal.

Outros fatores também influenciam o colesterol

Embora a alimentação seja um dos pilares da prevenção, ela não explica sozinha o aumento do colesterol. Fatores genéticos podem fazer com que algumas pessoas apresentem colesterol elevado mesmo mantendo hábitos saudáveis.

O sedentarismo, a obesidade, o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o diabetes e algumas doenças hormonais também favorecem alterações no perfil lipídico.

Por isso, o tratamento deve considerar todos esses fatores. Além das mudanças no estilo de vida, alguns pacientes necessitam de medicamentos para controlar o colesterol. A decisão depende da idade, do histórico familiar, da presença de diabetes, hipertensão e do risco cardiovascular calculado pelo médico.

A combinação entre alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, abandono do cigarro, consumo moderado de álcool e acompanhamento profissional continua sendo a estratégia mais eficaz para manter o colesterol sob controle e reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares ao longo da vida.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.