Vítimas de bala perdida devem ser indenizadas pelo Estado? STF vai decidir
Já são 2 votos favoráveis à obrigação. Julgamento é retomado após pedido de vista

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, nesta sexta-feira (1), o julgamento da ação que discute se o Estado deve indenizar pela morte de vítimas de bala perdida durante operações policiais ou militares quando a perícia que determina a origem do disparo for inconclusiva. O caso começou a ser julgado em outubro de 2023, mas havia sido suspenso após um pedido de vista do ministro André Mendonça.
O relator da discussão, ministro Edson Fachin, já votou para considerar que os governos devem fazer a reparação. Ele ainda sugeriu que a tese fosse aplicada em processos semelhantes na Justiça. A tese é a seguinte: "Sem perícia conclusiva que afaste o nexo, há responsabilidade do Estado pelas causalidades em operações de segurança pública."
A família então buscou indenização da União e do governo do Rio por dano moral, ressarcimento com os custos do funeral e pensão aos pais do homem. Na Justiça Federal o pedido foi negado por não haver a comprovação de que o disparo que matou o rapaz foi feito por militares e nas instâncias superiores, também.
Mas ao longo do processo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou parecer favorável ao pedido da família e agora essa decisão caberá aos ministros do Supremo.
O julgamento dessa pauta acontece no plenário virtual, formato de julgamento em que os votos são apresentados de forma eletrônica, em uma página do tribunal na internet. A previsão é que os votos sejam registrados até o dia 8 de março, se não houver pedidos de vista ou de destaque.
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É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio




