Veja na íntegra ofício de Moraes que critica ‘seletividade’ de Mendonça
Alexandre de Moraes afirma que 180 documentos do Caso Master ficaram fora do sigilo levantado nesta sexta-feira (11)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou o que classificou como um levantamento ‘seletivo’ do ministro André Mendonça, ao tornar público alguns documentos do caso do Banco Master na madrugada desta sexta-feira (11). Segundo o magistrado, 180 documentos foram mantidos sob sigilo.
Mendonça atendeu a um pedido do presidente do STF, ministro Edson Fachin, para levantar o sigilo do caso antes do julgamento da próxima terça-feira (15) sobre o relatório da Polícia Federal (PF) que mostra uma relação de proximidade entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.
Segundo Moraes, ao deixar de fora alguns documentos do caso, Mendonça fez uma escolha seletiva do levantamento com um “direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos de cada PET deverão ser entregues aos Ministros julgadores”. Para ele, essa escolha cria um obstáculo para a análise do caso no plenário do STF.
Moraes também afirma que Mendonça cumpriu apenas parcialmente a decisão de Fachin, tornando público “somente o que entendeu conveniente”. “Houve o levantamento do sigilo de 15 (quinze) procedimentos, o que não corresponde à totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados à PET 15.556, como poderá ser certificado pela Diretoria de TI”, disse o ministro.
O ministro pediu um julgamento conjunto dos casos envolvendo a crise com Mendonça e pediu o levantamento imediato de qualquer sigilo relacionado ao Caso Master.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



