Liberação de documentos do caso Master pode adiar julgamento sobre Moraes
Ministros avaliam que o volume de documentos liberados dificulta a análise do caso antes da sessão marcada para a próxima terça-feira (15)

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam, reservadamente, que a retirada do sigilo da maior parte das investigações do caso Master pode inviabilizar o julgamento sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, marcado para a próxima terça-feira (15).
O principal obstáculo é o volume de documentos que passou a estar disponível para análise dos ministros. Somados, os processos têm dezenas de milhares de páginas. Apenas os dois primeiros documentos do inquérito-mãe do caso Master — um dos 15 procedimentos que tiveram o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça — têm 2.637 e 3.375 páginas, respectivamente.
Na avaliação de ministros, a quantidade de material torna difícil uma análise detalhada que possa embasar os votos a tempo da sessão marcada pelo presidente do STF, Edson Fachin.
Fachin havia solicitado a Mendonça, relator do caso Master, a retirada do sigilo dos processos porque o relatório sobre as mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro tem relação direta com a investigação e será analisado pelo tribunal na próxima semana.
Na decisão, o presidente do STF destacou a necessidade de tornar pública a investigação que levou à prisão de Vorcaro em março deste ano, além dos procedimentos contidos nela ou relacionados ao caso.
Fachin também determinou que Mendonça encaminhasse aos gabinetes dos demais ministros um HD com todos os procedimentos contidos ou relacionados à investigação que levou à prisão de Vorcaro. O objetivo é fornecer material para fundamentar os votos no julgamento da próxima semana.
Mendonça atendeu ao pedido e retirou o sigilo de 15 processos relacionados ao caso Master, que estão sob sua relatoria desde fevereiro deste ano.
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