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Urna eletrônica acabou com risco de fraude no resultado das eleições, diz Cármen Lúcia

Presidente do TSE destaca segurança do sistema e incentiva participação de jovens no processo eleitoral

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Presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, em Sessão plenária da Corte
Presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, em Sessão plenária da Corte • Alejandro Zambrana/Secom/TSE

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira (4) que o uso das urnas eletrônicas no Brasil eliminou a possibilidade de fraudes no resultado das eleições.

“Em 30 anos, acabou com a fraude eleitoral, com a possibilidade de uma pessoa votar por outra e com a chance de termos um resultado que não corresponde ao que foi votado”, afirmou a ministra.

A fala ocorreu durante um evento promovido pelo TSE em comemoração aos 30 anos da urna eletrônica, que serão completados em maio.

Desenvolvida pela Justiça Eleitoral e utilizada pela primeira vez em 1996, a urna eletrônica foi criada para reduzir riscos de fraude e ampliar a segurança e a confiabilidade do processo eleitoral brasileiro.

O evento contou com a participação de crianças e adolescentes de escolas de Brasília, convidados pela Corte para acompanhar as atividades.

Durante a cerimônia, Cármen Lúcia também ressaltou a importância de incentivar a participação dos jovens na política.

“O que nós queremos é que cada vez mais jovens, ao completarem 16 anos, possam votar e exercer esse direito, sendo cidadãos que ajudam a decidir os rumos do país”, afirmou.

Pela legislação brasileira, o voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos e obrigatório a partir dos 18. Adolescentes de 15 anos que completem 16 até a data do primeiro turno também podem solicitar o título de eleitor.

Troca de comando

No mês passado, o ministro Nunes Marques foi eleito presidente do TSE para o biênio 2026-2028, tendo o ministro André Mendonça como vice-presidente.

A eleição segue o modelo tradicional da Corte, em que a presidência é ocupada de forma rotativa por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que integram o tribunal eleitoral.

A posse ainda não tem data definida, mas a expectativa é que ocorra até o fim de maio, após a saída antecipada de Cármen Lúcia do comando do TSE.

Nunes Marques será responsável por conduzir as eleições gerais de 2026.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.