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Moraes prorroga investigação sobre bloqueios em rodovias e viagens para atos do 8 de Janeiro

PF terá mais 60 dias para concluir diligências sobre possíveis financiadores e ligação com os ataques em Brasília

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Carlos Moura/SCO/STF.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias a investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) que apura possíveis crimes relacionados aos bloqueios de rodovias após as eleições de 2022 e eventual ligação com os atos do dia 8 de janeiro de 2023.

A informação foi divulgada pela CNN Brasil. Segundo a reportagem, a decisão foi assinada nesta terça-feira (6), após a PF informar ao Supremo que ainda existem diligências pendentes no inquérito.

A investigação teve início a partir de um procedimento instaurado pela Polícia Civil do Tocantins para apurar o bloqueio da Ponte Presidente Fernando Henrique Cardoso, em Aguiarnópolis (TO), entre os dias 31 de outubro e 3 de novembro de 2022.

Com o avanço das apurações, o caso passou a incluir suspeitas de financiamento dos bloqueios e possível conexão entre investigados e os atos de depredação registrados em Brasília após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A Polícia Federal investiga movimentações bancárias, viagens de ônibus ao Distrito Federal entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023 e a eventual relação entre passageiros, financiadores e participantes dos atos antidemocráticos.

Em decisões anteriores, Moraes já havia autorizado diligências junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para verificar registros de viagens a Brasília, além da tomada de depoimentos de representantes de empresas de transporte mencionadas na investigação.

No despacho mais recente, o ministro determinou o retorno dos autos à Polícia Federal para continuidade das apurações. Até o momento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda não apresentou denúncia no caso.