‘Política salarial do governo foi desastrosa’, diz candidato do PCB em MG
Candidato do Partido Comunista Brasileiro ao governo de MG, Túlio Lopes cita a valorização dos servidores como motivação na disputa

Candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB) ao governo de Minas Gerais, Túlio Lopes afirma que tem como objetivo promover uma valorização do serviço público caso eleito para o Palácio Tiradentes, classificando a política salarial da atual gestão como “desastrosa”. O comunista foi o entrevistado desta quarta-feira (18) na série de sabatinas da Itatiaia com os postulantes à chefia do Executivo estadual.
Túlio Lopes reafirma que é o único candidato ao governo servidor público do estado, destacando que o funcionalismo tem “sofrendo” com a política salarial e as tentativas de privatizações. O candidato é professor da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e presidente licenciado da Associação dos Docentes da UEMG (Aduemg).
“Quero ser governador para defender os serviços públicos que garantem políticas públicas para o conjunto do povo trabalhador mineiro dos dos 853 municípios de todas as regiões. E nossa plataforma nós construímos a partir da luta concreta do movimento sindical, nós queremos essa mudança. Queremos um governo dos trabalhadores a partir do poder popular, a partir do poder do voto consciente dos trabalhadores das trabalhadoras de Minas Gerais”, disse o candidato do PCB.
Túlio Lopes ganhou projeção durante as discussões do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), quando o governo estadual pretendia incluir a UEMG nos ativos cedidos à União na renegociação da dívida de R$ 180 bilhões.
Segundo o candidato, sua posição foi construída a partir da derrota do projeto na Assembleia. Para ele, a universidade é um investimento que traz inúmeros benefícios para o estado. “Foi uma vitória do movimento sindical, agora é hora de transformar a luta em voto, na perspectiva de construir uma nova hegemonia dos trabalhadores, e consequentemente dos servidores”, declarou.
Dívida do estado
Para o candidato comunista, a dívida do estado é um dos principais problemas que o novo governador deve enfrentar, impedindo uma valorização concreta dos servidores. Túlio Lopes defende uma auditoria da dívida, uma vez que houve uma negociação que ele classifica como “muito ruim” entre o governo federal e estadual.
“No caso específico, o governo estadual, utilizou do mecanismo do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) que penalizou os servidores público, com reajuste zero para o funcionalismo e não resolveu o problema. Na nossa avaliação, tem que acabar com essas renúncias fiscais ocultas. Não faz sentido garantir essas isenções fiscais no momento em que Minas Gerais tem uma situação muito ruim com o funcionalismo público e que tem essa dificuldade no pagamento do montante da dívida”, explicou.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Jornalista, doutora em Ciência Política e pesquisadora
Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.





