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TSE negou suspensão de mensagens do Gov.br e WhatsApp e retirada de slogan dos canais oficiais

Apesar da negativa, o ministro deixou pendente a decisão sobre preservação de dados digitais junto à Meta e solicitou apresentação das defesas de Lula, Alckmin, Sidônio Pereira e da própria campanha de Flávio Bolsonaro

Por, Brasília
Conta Gov.br oferece facilidades na hora de usar sistemas do Governo Federal
Conta Gov.br oferece facilidades na hora de usar sistemas do Governo Federal • Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, nesta quinta-feira (22), os pedidos de Flávio Bolsonaro (PL) para suspender o envio de mensagens do governo federal pelo Gov.br e WhatsApp e retirar o slogan "União e Reconstrução" dos canais oficiais. A análise solicitada sobre a preservação de dados digitais, inclusive junto à Meta, no entanto, ficou pendente.

O corregedor-geral eleitoral responsável, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, também rejeitou a exigência de apresentação, em 24 horas, de eventuais autorizações da Justiça Eleitoral para os disparos e pedidos imediatos de documentos.

A ação foi apresentada pela campanha bolsonarista na terça-feira (20) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.

Flávio acusa o governo de utilizar bases de dados públicas, canais oficiais e recursos federais para favorecer a reeleição de Lula. Entre as mensagens contestadas estão comunicados sobre o Bolsa Família, Luz do Povo, Farmácia Popular, Enem e a medida provisória (MP) que proibiu as bets.

Na decisão, o magistrado considerou que a suspensão das mensagens poderia interromper comunicações de utilidade pública, como orientações sobre saúde e benefícios sociais. Ao analisar os exemplos apresentados, o corregedor considerou que as mensagens têm caráter informativo, sem pedidos de voto ou manifestações de apoio eleitoral.

"A legislação eleitoral não impõe a paralisação dos serviços públicos nem impede a transmissão de informações necessárias à sua execução. A circunstância de determinadas políticas públicas também integrarem o debate eleitoral não autoriza, isoladamente, concluir que toda comunicação administrativa a elas relacionada constitua instrumento de favorecimento de candidatura", destacou.

Apesar de negar os pedidos urgentes, o ministro determinou o prosseguimento da investigação e deu cinco dias para que Lula, Alckmin e Sidônio apresentem suas defesas. Ele considerou a apresentação da ação dentro do prazo legal por ter sido protocolada durante o processo eleitoral.

A campanha de Flávio terá 48 horas para especificar quais dados digitais pretende preservar. Os demais pedidos de produção de provas serão analisados após a apresentação das defesas.

 

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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