TSE julga contas do PSDB ligadas a senador que propôs indiciamento de ministros do STF
Processo envolve uso irregular de recursos do Fundo Partidário e autodeclaração racial do então candidato ao Senado

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga nesta terça-feira (5) um recurso envolvendo a desaprovação das contas do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) na campanha ao Senado de Alessandro Vieira (atual MDB), nas eleições de 2022.
O caso trata de uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE), que rejeitou as contas e determinou a devolução de R$ 33 mil por uso indevido de recursos do Fundo Partidário destinados às cotas raciais. À época, Vieira ainda integrava o PSDB; hoje, ele está filiado ao MDB.
Segundo o TRE-SE, o então candidato se autodeclarou pardo, mas foi considerado branco pela Corte regional, o que inviabilizaria o uso de recursos vinculados às cotas raciais.
Além disso, o processo aponta outras irregularidades, como a omissão de despesas no valor de R$ 1.600 referentes à contratação de serviços de filmagem e edição de vídeos.
A análise no TSE não tem relação direta com a atuação recente de Alessandro Vieira no Senado.
No entanto, o parlamentar ganhou destaque no mês passado ao relatar a CPI do Crime Organizado, cujo em seu relatório final pediu o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O relatório acabou sendo rejeitado pela CPI. O colegiado terminou sem um documento final e não pediu o indiciamento formal de ninguém.
Após a divulgação do relatório, Toffoli criticou o pedido e afirmou que a inclusão de integrantes da Corte, sem as provas necessárias, poderia configurar abuso de poder, com possíveis consequências como cassação de mandato e inelegibilidade.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.



