Gabriel rechaça ser nome de Lula em MG: 'não tolero que eleição se limite a montar palanque'
Ex-presidente da Câmara de BH se reafirmou como um dos poucos nomes a declarar abertamente sua pré-candidatura em entrevista no 41° Congresso Mineiro de Municípios

O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) e pré-candidato ao Governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB), refutou a ideia de ser o nome apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa mineira diante da indefinição sobre a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSB), integrantes petistas veem com bons olhos a tentativa de se aproximar do ex-vereador de BH, como mostrou a Itatiaia.
“Eu não topo e não tolero que a eleição para governador da segunda unidade da federação deste Brasil, desta República Federativa, se é simplesmente simplifique-se numa questão de montar palanque. Eu quero ser o cara que fale de ferrovias e de como é que elas vão ser viabilizada. E ferrovia tem o trilho esquerdo, tem o trilho direito, por trem seguir no centro e adiante. Eu quero discutir a aprendizagem nas escolas. Eu quero falar de como é que o bolso do cidadão não está dando conta do boleto e ainda assim tem uma estrada que vai prejudicar o carro e vai custar mais no mecânico. Isso é que eu quero discutir”, afirmou em entrevista à Itatiaia durante o 41° Congresso Mineiro de Municípios, sediado no Expominas, em BH.
Com um cenário eleitoral indefinido, Gabriel aparece como um nome com menos rejeição de partidos de esquerda em comparação a outros pré-candidatos como o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o atual governador Mateus Simões (PSD).
Privatização da Copasa
Gabriel também falou sobre a privatização da Copasa, a qual se declarou contrário durante a votação do tema na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Apesar do posicionamento, ele não considera mais possível voltar atrás na decisão de conceder a estatal de saneamento à iniciativa privada, mas deseja repensar o modelo de desestatização.
“O que nós temos que gabrichar agora é a discussão do modelo, da modelagem. Para onde vai a outorga? Ou seja, a venda dessa estatal não pode ir para o caixa simples do estado. Tem que valorizar sobretudo o investimento em água e esgoto nos pequenos municípios. A Arsae (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais) tem que ter participação de vereadores e prefeitos para acompanhar a meta. E a meta, ela não pode ser geral. Ah, tantos porcentos dos municípios tem agora água. Pera lá. Quais são? Qual que é o fluxo? Qual que é a pressão? Qual que é a qualidade da água? Tem água terça e quinta? Nos outros dias é balde? Então, essa discussão localizada com apoio de vereadores prefeito, tem que acontecer com intensidade agora, sempre da minha parte, respeitando as instituições”, afirmou.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.



