Prefeito de Ouro Preto defende candidatura de Pacheco e diz que direita radical é 'doença'
Ângelo Oswaldo falou à Itatiaia durante o 41º Congresso Mineiro de Municípios e comentou o cenário eleitoral de Minas Gerais

O prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo (PV), disse ter grande expectativa para que Rodrigo Pacheco (PSB) concorra ao Governo de Minas. Em entrevista à Itatiaia nesta terça-feira (5), no 41° Congresso Mineiro de Municípios, ele disse que o senador é capaz de conversar com a centro-esquerda e com a centro-direita e fez críticas ao que considera uma direita extremista.
“É fundamental que haja um governo comprometido, uma candidatura comprometida com os interesses efetivos do povo de Minas Gerais e que tenha abertura para promover uma união também das forças políticas de direita e de esquerda. É claro que a direita radical não tem jeito, isso é uma doença. Mas há uma direita conservadora com quem se pode fazer uma união com o centro e com a esquerda em favor do desenvolvimento social, econômico, político e cultural de Minas Gerais, essa é a nossa meta. Eu penso que até agora o único candidato que tem condição para fazer isso é o senador Rodrigo Pacheco”, afirmou Oswaldo.
Pacheco é o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para concorrer ao Governo de Minas com apoio petista e, consequentemente, conceder um palanque à campanha de reeleição no plano federal. O senador, no entanto, ainda não definiu se estará no páreo e disse que dará sua palavra final até o fim deste mês.
Ângelo Oswaldo recentemente se envolveu em uma troca de farpas com o governador Mateus Simões (PSD) acerca da ampliação do modelo de escolas cívico-militares em Minas. A briga ocorreu durante a cerimônia da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto, no feriado de 21 de abril.
Patrimônio Cultural
Prefeito de Ouro Preto em seu quinto mandato, Ângelo Oswaldo é também presidente da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais. Ele foi palestrante no congresso da Associação Mineira de Municípios (AMM) nesta terça para falar sobre os impactos da reforma tributária para cidades com patrimônio histórico.
“Hoje, 809 municípios, dos 853 de Minas Gerais, têm um percentual de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) por conta de patrimônio cultural. Com a reforma tributária, isso vai desaparecer. Então, nós estamos lutando para que haja a criação de um novo mecanismo de incentivo, a preservação e a utilização, fruição do patrimônio cultural por esses municípios todos que durante 30 anos fizeram esse trabalho maravilhoso de preservar patrimônio”, destacou à Itatiaia.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.



