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Suspensão de Lucas Bove é adiada após sessão esvaziada na Alesp

Parlamentar é alvo de uma representação por violência doméstica contra duas deputadas; Bove também é réu em caso de violência contra professora mineira

Por, de São Paulo
Deputado estadual Lucas Bove • Larissa Navarro / Alesp

Réu por violência doméstica, psicológica e perseguição contra a professora mineira Cíntia Chagas, o deputado estadual Lucas Bove (PL) é alvo de uma representação na Assembleia Legislativa de São Paulo por violência de gênero contra as parlamentares Mônica Seixas (PSOL) e Professora Bebel (PT).

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa não conseguiu realizar a votação nesta terça-feira (5) da representação por falta de quórum, a presença mínima de deputados. Em caso de aprovação, o deputado pode ter o mandato suspenso por 30 dias.

Dos oito deputados que integram o colegiado, apenas dois compareceram: o presidente, Delegado Olim (PP), e a deputada Paula Nunes (PSOL).

A parlamentar afirmou que vai se empenhar para buscar quórum para as reuniões do Conselho. O presidente Olim também se comprometeu a ligar para os deputados.

Para a sessão analisar o tema, cinco deputados, no mínimo, precisariam estar presentes.

Todos os parlamentares que não compareceram para analisar o tema são homens. São eles: Bruno Zambelli (PL), Oseias de Madureira (PL), Emicidio de Souza (PT), Altair Moraes (Republicanos), Rafael Saraiva (União) e Eduardo Nóbrega (MDB).

Acusações contra Lucas Bove

A Justiça de São Paulo tornou o deputado estadual Lucas Bove (PL) réu em um segundo processo criminal envolvendo a influenciadora digital Cíntia Chagas, sua ex-esposa.

Nesta ação, ele é acusado de dez episódios de descumprimento de medidas protetivas de urgência, no âmbito de uma investigação por violência doméstica. A reportagem da Itatiaia teve acesso ao documento, assinado no dia 31 de março deste ano.

O despacho, da Vara Regional Oeste de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, agendou para os dias 6, 7 e 8 de outubro, após o primeiro turno das eleições, as audiências de instrução e julgamento do caso.

Paralelamente, Bove responde a outro processo em que é réu por violência doméstica, psicológica e perseguição contra Cíntia Chagas. Nesse caso, ainda não há data para julgamento.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.