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Trump reposta artigo que aponta eleição no Brasil como seu 'próximo teste'

O texto de opinião compartilhado pelo presidente leva em consideração os últimos "triunfos" da influência do republicano em eleições presidenciais na América Latina

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Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Donald Trump e Lula (PT). • Andressa Anholete / Agência Senado | Official White House Photo by Daniel Torok | Ricardo Stuckert / PR.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nas redes sociais, nesta terça-feira (23), um artigo de opinião que aborda sua influência na América Latina. O texto afirma que "o próximo grande teste" do republicano na região será a eleição presidencial brasileira, marcada para outubro.

No último domingo (21), a Colômbia elegeu o advogado e empresário conservador Abelardo de la Espriella como novo presidente. Ele sucederá Gustavo Petro, cujo governo acumulou atritos com a Casa Branca e viu seu candidato à Presidência, o senador Iván Cepeda, ser derrotado por um aliado de Trump.

A vitória de Espriella marcou uma guinada da direita na América do Sul, que passou a governar sete dos doze países da região.

O artigo compartilhado por Trump é intitulado "Trump conquista oito vitórias em sete anos na América Latina" e foi publicado pelo Newsmax. No texto, o colunista John Gizzi sustenta que a próxima eleição presidencial brasileira tem potencial para se tornar "a disputa mais consequente do hemisfério" sob influência do republicano. O autor cita diretamente a disputa política entre a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), que busca a reeleição.

Após o "tarifaço" imposto a produtos brasileiros no ano passado, o governo Lula passou a concentrar esforços na aproximação com a Casa Branca. A estratégia vinha dando resultados, rendendo ao petista elogios de Trump, que o classificou como um "bom homem" e uma pessoa "inteligente".

O cenário, no entanto, parece ter mudado após uma visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), à Casa Branca. Depois do encontro, realizado pouco após uma agenda presidencial em Washington, os Estados Unidos anunciaram que iriam designar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Desde então, a relação diplomática entre Brasil e Estados Unidos esfriou. Na última quarta-feira (17), durante um encontro do G7, Trump classificou o Brasil como um país "politicamente difícil". Dois dias depois, afirmou que Lula seria uma pessoa "muito volátil" e que "não poderia se importar menos com ele".

O presidente brasileiro reagiu às críticas do chefe de Estado norte-americano e afirmou esperar que Trump "não se meta" na eleição brasileira.

tem direito de ter as preferências eleitorais dele. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania, só espero isso. Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem nenhum problema. Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil. A única coisa que quero é o respeito pelo Brasil."]Ele [Trump] tem direito de ter as preferências eleitorais dele. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania, só espero isso. Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem nenhum problema. Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil. A única coisa que quero é o respeito pelo Brasil.

disse Lula.
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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.