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CV e PCC como terroristas: entenda o que muda após medida dos EUA entrar em vigor

Decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos começa a valer a partir desta sexta-feira (5)

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Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2025 - Durante operação policia contra o Comando Vermelho, bandidos ordenam fechamento de comércio e usam lixeiras incendiadas para bloquear a via na rua Itapiru, no Catumbi • Fernando Frazão/Agência Brasil

Entraram em vigor nesta sexta-feira (5) a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas.

Com isso, CV e PCC passam a ser consideradas como "organizações terroristas estrangeiras" e são elevadas ao mesmo patamar de grupos como a Al-Qaeda ou o Estado Islâmico.

A medida foi anunciada em 28 de maio pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, se reunir em Washington com o secretário de Estado do governo de Donald Trump, Marco Rubio.

Abaixo, entenda as principais mudanças após a medida entrar em vigor:

Sanções dos EUA

Chefes das organizações e todos aqueles que se associarem a eles podem ser rapidamente submetidos a sanções por parte do Departamento do Tesouro dos EUA.

Impactos no mercado financeiro do Brasil

Os EUA passam a ter o poder de bloquear contas e ativos, impedir o acesso ao sistema bancário do país, limitar movimentações financeiras, punir pessoas e empresas que mantenham relações comerciais com integrantes das duas organizações e ainda aplicar sanções internacionais.

Leia mais:

Entrave para cooperação em investigações

A classificação das facções criminosas como organizações terroristas implicam em colocar níveis de sigilo em informações sobre as operações, o que pode dificultar o acesso às informações pelas polícias estaduais.

Facções investigadas pela CIA

A Drug Enforcement Agency (DEA), a agência antidrogas americana, e o FBI, a polícia federal americana, deixam de investigar as facções, que passam a ser um problema da CIA, a agência de inteligência americana e das Forças Armadas dos EUA.

Com agências

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).