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Maioria dos brasileiros apoia classificação do PCC e do CV como terroristas pelos EUA

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (3) indica que a medida adotada pelo Departamento de Estado dos EUA tem o apoio de 53% da população brasileira

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PCC e CV foram classificados como organizações terroristas • Imagens cedidas à Itatiaia

A maioria dos brasileiros aprova a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. É o que aponta pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (3). Segundo o levantamento, 53,1% dos entrevistados disseram concordar com a medida, enquanto 44,7% afirmaram desaprová-la.

A classificação foi anunciada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos em 28 de agosto. A decisão, anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, determina a inclusão do PCC e do Comando Vermelho tanto na lista de "Terroristas Globais Especialmente Designados" (SDGTs) quanto na de "Organizações Terroristas Estrangeiras" (FTOs).

O anúncio ocorreu um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com Rubio. Segundo o parlamentar, o chefe da diplomacia americana manifestou apoio à classificação das facções brasileiras como organizações terroristas. Pela legislação dos Estados Unidos, a decisão cabe formalmente ao secretário de Estado, cargo ocupado por Rubio, embora a medida seja considerada alinhada à política da administração do presidente Donald Trump.

A designação como Terroristas Globais Especialmente Designados tem efeito imediato. Já a inclusão na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras segue um trâmite adicional, que inclui comunicação ao Congresso americano e entra em vigor sete dias após a notificação. Com isso, a medida deve passar a valer integralmente em 5 de junho.

A pesquisa

A pesquisa ouviu 1.273 pessoas entre os dias 30 de maio e 3 de junho. Do total de entrevistados, 53,6% são mulheres e 46,5% são homens. A faixa etária mais representada é a de 45 a 59 anos, que corresponde a 27,3% da amostra. Em relação à renda, 23,9% declararam receber entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por mês. Regionalmente, a maior parcela dos participantes reside na Região Sudeste, que concentra 40,9% dos entrevistados. Quanto à escolaridade, 40,2% informaram ter concluído o ensino médio.

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