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‘Traição e ingratidão’, diz Ciro Gomes sobre rompimento com o irmão Cid

Irmãos se distanciaram após embate iniciado no Ceará; caso culminou na ida de um deles para o PSB

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Ciro Gomes deve participar de evento do PDT em BH
Ciro Gomes disputou quatro eleições presidenciais - duas pelo PDT e duas pelo PPS • José Cruz/Agência Brasil

O ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) utilizou as palavras “traição” e “ingratidão” para se referir ao rompimento com o irmão, o senador Cid Gomes (PSB-CE). Em entrevista publicada neste domingo (26) pelo jornal O Globo, Ciro disse ter sido “abandonado” por Cid no pleito presidencial de 2022, em que terminou na quarta colocação, com 3% dos votos válidos.

“Lancei o Cid como candidato e me tornei inelegível no Ceará por força da lei, aos 50 anos. Eu era unanimidade no estado. De repente, comecei a ter aresta. Todas para defender o Cid. Na última eleição, fui abandonado por todo mundo e por ele também. Fui eu quem briguei? Nunca briguei com ele. Nunca trocamos uma palavra áspera na vida”, apontou.

O pano de fundo do embate foi a indicação do candidato à sucessão, no governo cearense, de Camilo Santana (PT), hoje ministro da Educação. Cid defendia o nome da então vice-governadora, Izolda Cela (PDT), que tinha o aval dos petistas. Ciro, por sua vez, era simpático ao ex-prefeito de Fortaleza, o também pedetista Roberto Cláudio. No fim das contas, Cláudio saiu como candidato pela legenda trabalhista e o PT lançou Elmano de Freitas, que saiu vencedor da disputa.

No ano passado, à Folha de S. Paulo, Cid negou a hipótese de traição ao irmão.

“Não foi traição. Traição é algo que você faz e não avisa. Eu avisei que não me manifestaria sobre a eleição estadual. Agora Ciro fica aí falando de facada", pontuou.

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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.