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Tokio, México, Flamengo e Fluminense: saiba o que são os códigos do PCC no plano contra Moro

Investigação da Polícia Federal teve acesso a conversa de Whatsapp de integrante do PCC que falava sobre plano de ação

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Codinome de Moro era "Tokio" para integrantes do PCC
Codinome de Moro era "Tokio" para integrantes do PCC • Divulgação/Instagram

A investigação da Polícia Federal (PF) sobre o plano de lideranças do PCC para sequestrar e matar o senador Sergio Moro (União-PR) revela que a quadrilha utilizava códigos para se referir a ações que faziam parte do planejamento. Os termos foram obtidos pela PF a partir de uma troca de mensagens envolvendo um dos líderes do grupo criminoso.

Em uma conversa de Whatsapp, uma das lideranças do PCC, chamada Janeferson Aparecido Mariano Gomes - ou Nefi - lista uma série de palavras que seriam utilizadas como mensagens cifradas nas comunicações entre os integrantes que planejavam o atentado contra Moro e sua família.

Nesse contexto, segundo a Polícia Federal, o senador teria o apelido de "Tokio". "Ms" seria uma referência ao estado do Mato Grosso do Sul. "Flamengo" seria código para ação ou assassinato e "Fluminense", para sequestro.

Códigos do PCC em plano contra Moro

  • Tokio: senador Sergio Moro

  • México: MS (Mato Grosso do Sul)

  • Flamengo: ação (assassinato)

  • Fluminense: sequestro

Atentado contra Moro

O senador e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro (União Brasil), seria um dos alvos de uma facção criminosa que planejava, desde o ano passado, um atentado contra a vida de autoridades públicas. 

A investigação começou há cerca de 45 dias, quando o próprio Moro foi avisado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre a possibilidade de um ataque. O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) também foi avisado pela Promotoria de Justiça e o ex-juiz federal e sua família ganharam reforço na segurança.

Veja mais: Polícia Federal faz operação contra grupo que planejava matar Moro e outras autoridades

A investigação resultou na operação Sequaz, deflagrada nesta quarta-feira (22), quando 120 policiais federal foram às ruas para cumpriu 24 mandados de busca e apreensão, sete mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária em Mato Grosso do Sul, Rondônia, São Paulo e Paraná.

O motivo da retaliação de membros da facção criminosa contra Moro, segundo os investigadores da Polícia Federal, foi uma portaria assinada pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, no dia 13 de fevereiro de 2019, que tornou mais rígidas as regras para visitas sociais aos presos em penitenciárias federais. 

Moro assumiu o ministério do governo Jair Bolsonaro (PL) em janeiro de 2019 e prometeu endurecer as regras contra organizações criminosas. 

De acordo com a norma editada por Moro naquele ano, as visitas em prisões federais passariam a acontecer somente em pátio de visitação, em parlatório (com a separação por vidro) e por videoconferência. 

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.