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Toffoli também se declara impedido de julgar caso Moraes e Vorcaro

Ministro se junta a Kassio Nunes Marques como os que se declararam suspeitos de votar no julgamento desta terça-feira (15)

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal
O ministro Dias Toffoli • Luiz Silveira/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito para julgar o relatório da Polícia Federal (PF) que revelou uma relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, nesta terça-feira (15). A manifestação do magistrado já era esperada, uma vez que havia declarado impedimento em outros casos envolvendo o empresário.

Toffoli era o relator original do Caso Master na Segunda Turma do STF, mas se afastou do caso após ser revelado uma relação de sócio com fundos geridos pelo Banco Master. Desde então, ele não julga mais casos envolvendo a instituição financeira.

O magistrado ressaltou que não há motivo para sua suspeição, mas ele se declarou impedido para manter a coerência com seu posicionamento da primeira turma. "Eu me senti na obrigação de também de preservar a Corte de manifestar a minha suspeição por motivo de foro íntimo", declarou.

Antes de Toffoli, Nunes Marques também se declarou suspeito no julgamento, alegando que preza pelo equilíbrio do processo eleitoral, citando possíveis impactos na votação de 4 de outubro. O magistrado é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e conduz o pleito deste ano.

Em sua fala, o magistrado negou que tenha relação com Daniel Vorcaro, ou que seu filho, Kevin Marques, tenha prestado serviços para o Master. Pela manhã desta terça-feira, foi publicado pela Folha de São Paulo, que Kevin Marques teria recebido pagamentos de R$ 500 mil do empresário por meio da empresa Consult Inteligência Tributária. "Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco", disse.

Nesta terça-feira (15), o plenário do STF se reúne para analisar o relatório divulgado por Mendonça no início de setembro. No documento, a PF aponta que Moraes teria editado um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com o Master. O magistrado também teria sido consultado por Vorcaro dois dias antes do banqueiro ser preso enquanto tentava deixar o país.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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