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Veja na íntegra a defesa de Moraes contra relatório da PF sobre relação com Vorcaro

Segundo Moraes, os diálogos revelados pela PF são 'fantasiosos' e 'criminosas mentiras'

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Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes • Foto por SERGIO LIMA / AFP

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), protocolou na noite dessa segunda-feira (14) um documento de 44 páginas em que se defende de um relatório da Polícia Federal que revela uma suposta relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, protagonista da maior fraude bancária do país dos últimos anos.

O documento, produzido a pedido do ministro André Mendonça, aponta que Moraes teria editado um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci, com o Master. O magistrado também teria sido consultado por Vorcaro dois dias antes do banqueiro ser preso enquanto tentava deixar o país.

Segundo Moraes, os diálogos revelados pela PF são “fantasiosos” e “criminosas mentiras”. Ele acusa o colega André Mendonça de "motivação político-eleitoral" e de usar relatórios de inteligência apócrifos da Polícia Federal (PF) para sustentar as acusações. O magistrado garantiu nunca ter atuado em nenhum caso envolvendo o Banco Master ou o escritório de sua esposa, Viviane Barci, no âmbito do STF.

Ainda de acordo com o magistrado, as informações contidas no documento não podem ser alvo de controle de veracidade e nem auditáveis. Moraes afirma que houve uma “quebra da cadeia de custódia” que permitiu inserir arquivos falsos, mensagens em “blocos de nota”, dentre outras irregularidades. Ele cita uma suposta interferência estrangeira na produção do documento.

“O relatório é imprestável porque houve total quebra da cadeia de custódia, inclusive com relatório não realizado integralmente na Polícia Federal, mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro, demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o Juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um Golpe de Estado no Brasil, abolindo o Estado Democrático de Direito”, escreveu.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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