TCE amplia prazo para Copasa se manifestar sobre denúncia que quer barrar privatização
Antes, a estatal tinha 72h para se pronunciar sobre as acusações, feitas por sindicatos que questionam a modelagem e a condução do processo de desestatização

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) ampliou para mais três dias o prazo para a Copasa se manifestar sobre uma denúncia que requer a suspensão do processo de privatização da companhia. Antes, a estatal tinha 72h para se pronunciar sobre as acusações, feitas por sindicatos que questionam a modelagem e a condução do processo de desestatização. A medida foi autorizada pelo relator do caso, o conselheiro Agostinho Patrus.
O sindicato que representa os trabalhadores da companhia de saneamento acionou o tribunal no último dia 11 para questionar a modelagem e a condução do processo de privatização da Copasa. A partir das reivindicações apresentadas pelo Sindágua, o TCE pediu informações para a empresa.
Segundo o sindicato, a Copasa fez exigências financeiras desproporcionais para os grupos interessados em adquirir as ações da empresa atualmente sob comando do Estado de Minas Gerais. O Sindágua argumenta que foram criadas barreiras de entrada que dificultam o cenário de competição para a venda da participação estatal na companhia.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Aegea demonstraram interesse em assumir a Copasa e fizeram um credenciamento prévio para a compra de ações da estatal mineira. As empresas interessadas tinham até 8 de maio para se cadastrar.
A Sabesp é controlada pela empresa Equatorial Energia desde 2024 e já havia informado que se inscreveria para o processo de privatização da Copasa durante uma reunião para balanço do primeiro trimestre.
Já a Aegea também vem apontando que será uma das concorrentes pelo comando da estatal mineira. Na semana passada, em entrevista ao “Valor Econômico” o presidente da empresa, Radamés Casseb, informou que os dados e informações estavam sendo avaliados.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.




