Suposta organizadora dos ataques de 8 de janeiro tem julgamento marcado no STF
Ana Priscila Azevedo seria a responsável por chamar manifestantes à Brasília e ‘tomar o poder de assalto’, segundo a Polícia Federal; caso é relatado por Alexandre de Moraes

O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, inclui na pauta de julgamentos do plenário virtual da corte o caso da bolsonarista Ana Priscila Azevedo, apontada pela Polícia Federal como um das organizadoras do movimento em Brasília que resultou nos ataques às sedes dos Três Poderes, que ocorreu no dia 8 de janeiro de 2023.
O julgamento de Ana Priscila começa no dia 10 de maio e deve se encerrar no dia 17, no plenário virtual - modalidade em que os ministros apenas registram seus votos, sem debates. Além dela, também serão julgados outras quatro pessoas que foram presas no momento do ataque.
Os acusados foram indiciados pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. As penas fixadas pelo STF variam entre 14 a 17 anos de prisão.
O ministro Alexandre de Moraes, que é o relator das ações no STF, tem alegado que, ao pedir intervenção militar, o grupo de bolsonaristas que participou dos atos, tinha intenção de derrubar o governo democraticamente eleito em 2022. Já as defesas alegam, entre outros pontos, que as condutas dos réus não estão sendo individualizadas, que os atos não teriam eficácia para concretizar o crime de golpe de Estado, que eles pretendiam participar de um ato pacífico e que não teria havido o contexto de crimes de autoria coletiva.
Ana Priscila foi detida por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, e encaminhada à Penitenciária Feminina do DF, conhecida como Colmeia.
As investigações da Polícia Federal apontam que a mulher, apoiadora declarada do ex-presidente Jair Bolsonaro, usava um grupo de mensagens no Telegram para convocar manifestantes para "tomar o poder de assalto" em Brasília.
Um dia antes dos atos, Ana Priscila fez uma publicação em uma rede social em que afirmou que o Brasil iria "parar" e que os Três Poderes seriam "sitiados". Ao ser detida, dentro do Palácio do Planalto, ela chegou a gravar um vídeo do momento.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio
É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.




