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Sem votos, criação da Semana das Vítimas da Violência do Estado é derotada na ALMG

Projeto de lei criava semana para debater violência estatal, mas não obteve votos suficientes para ser aprovado

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Projeto não teve votos suficientes e não foi aprovado na Assembleia de Minas • Reprodução / TV ALMG

O Projeto de Lei 1160/2019 que cria a Semana das Vítimas da Violência do Estado em Minas Gerais foi enterrado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) após não conseguir votos suficientes em votação realizada nesta quarta-feira (19). O projeto, votado em turno único, teve 21 votos favoráveis e 11 contrários, mas precisava de 39 para ser aprovado.

A discussão sobre a proposta, de autoria da deputada Andréia de Jesus (PT) foi marcada por embate entre parlamentares da extrema direita e da esquerda no plenário do Legislativo. Primeiro a falar sobre a proposta, o deputado Caporezzo (PL) se manifestou contra a proposta, mas levou à tribuna o projeto original, que não foi levado à votação. Os deputados votaram a proposta na forma do substitutivo número 2, que contém apenas um artigo, o seguinte: "Fica instituída a Semana Estadual das Vítimas de Violência do Estado, a ser realizada, anualmente, na semana em que recair o dia 12 de maio".

Caporezzo foi rebatido pela deputada Beatriz Cerqueira que explicou que o texto ao qual ele estava se referindo na tribuna não era o mesmo que estava sendo votado no plenário da Assembleia.

"Esse projeto não é sobre isso. O texto que a gente vai votar não é esse que foi lido. Não tem nada a ver com desrespeito a trabalhadores das forças de segurança pública. Podemos promover um debate sobre o conceito de violência do estado. Os policiais mortos em serviço são vítimas de violência do Estado. Esse projeto não tem a polarização que tentou se construir aqui", afirmou.

Houve bate-boca durante as discussões ao projeto. O deputado Bruno Engler (PL), por exemplo, disse que quem votasse a favor da criação da Semana das Vítimas da Violência do Estado estaria votando a favor do PCC. Por sua vez, a deputada Lohanna França (PV) disse que é preciso "conversar sobre utilizar um trecho, que não será votado, para fazer um corte e jogar na rede social e dizer ao povo de Minas Gerais que aquilo foi votado na Assembleia de Minas pelos deputados".

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.