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O que fez Marcos Pereira mudar de ideia sobre Cleitinho?

Do vídeo de desistência à autorização: quais fatores foram considerados para reverter a decisão

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Cleitinho
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) • Carlos Moura | Agência Senado.

Um dos fatores fundamentais para convencer o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, a mudar de ideia sobre a candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) ao governo de Minas foi a atuação do deputado federal Euclydes Pettersen, presidente estadual do partido.

Entusiasta da candidatura de Cleitinho desde o início, Pettersen ficou com a missão de fazer Pereira repensar a decisão de negar a candidatura ao senador. O primeiro passo foi deixar a ata da convenção em aberto e anunciar que insistiria na candidatura.

A estratégia foi usada para vencer a resistência do presidente da sigla, que ficou irritado com o fato de Cleitinho ter gravado um vídeo com ele e Pettersen anunciando a desistência da candidatura e, na sequência, mudar de opinião. Pereira disse publicamente que não iria reconsiderar, mas, depois de uma reunião com os mineiros em sua casa, em São Paulo, nesta sexta-feira (7), deu o aval.

O ex-secretário de Romeu Zema, Marcelo Aro, candidato avulso da federação União Brasil/PP ao Senado, também teria insistido com o presidente do Republicanos, mirando um apoio informal de Cleitinho, o que aconteceu.

Pressão da chapa

Outro ponto a favor de Cleitinho foi a pressão feita por deputados estaduais, federais e candidatos da chapa, que pressionam pelo nome do principal puxador de votos do partido.

Apoio de personalidades

A pressão popular, nas redes sociais, e de personalidades também contou. Figuras como o apresentador Ratinho e o cantor Gusttavo Lima demonstraram solidariedade a Cleitinho.

Pesquisas

E, por fim, as pesquisas que mostram o senador com 40% das intenções de votos foram usadas para convencer Pereira de que o senador era o candidato com mais chances e maior capital político. Segundo interlocutores de Cleitinho, Pereira se rendeu ao apoio dos mineiros.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

 

 

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