Saiba quem é Ricardo Magro, dono do Refit alvo da PF em operação contra Cláudio Castro
Operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, resultou no bloqueio de R$ 52 bilhões e na inclusão do nome de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol

O empresário Ricardo Andrade Magro, figura central e controversa no mercado de combustíveis brasileiro, voltou aos holofotes nesta sexta-feira (15) como um dos principais alvos da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal.
Advogado de formação e proprietário da refinaria Refit, Magro é investigado por liderar um esquema bilionário de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro, em uma ação que também mira o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
A operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, resultou no bloqueio de R$ 52 bilhões e na inclusão do nome de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol.
Como o empresário reside em Miami desde a última década, a medida permite que ele seja detido em qualquer um dos 196 países membros da rede internacional de polícia. As investigações apontam que o conglomerado liderado por ele teria utilizado quase duas centenas de empresas distintas para sonegar impostos e ocultar recursos ilícitos.
Esta não é a primeira vez que Magro enfrenta problemas com a justiça. Em 2016, ele chegou a ser preso sob a acusação de causar prejuízos de R$ 90 milhões aos fundos de pensão Postalis e Petros.
Além disso, seu nome figurou nos Panama Papers e em investigações sobre a infiltração de facções criminosas no setor de combustíveis. A Refit, por sua vez, carrega o estigma de ser uma das maiores devedoras de ICMS do país, enfrentando embates frequentes com agências reguladoras e órgãos de fiscalização.
A defesa do empresário tem historicamente negado as irregularidades, alegando que os rótulos de "maior devedor" são fruto de perseguição institucional por parte de grandes concorrentes do setor.
No entanto, o cerco se fechou com a nova ofensiva da PF, que busca desarticular o que descreve como uma estrutura financeira e patrimonial inconsistente, mantida às custas de prejuízos bilionários aos cofres públicos.
Com informações de CNN Brasil


